Sexta-feira, Outubro 02, 2009


E olhe que falei de flores

Jolivaldo Freitas

Quase esqueço que a Primavera chegou. A culpa do meu esquecimento é da própria Mãe Natureza que já não avisa, como avisava em priscas eras. Ela, como a maioria das mães, está muito mudada. A Mãe Natureza anda meio relapsa, talvez cansada de guerra ou apanhar tanto sem ter uma Lei Maria da Penha para punir os seus agressores. Tanto que ela deixa a data quase que passar a data em branco. Quando a Primavera chegava era uma alegria. Seus sinais eram claros. Nas escolas participávamos de peças com roteiro que contemplava as flores, o sol e o arco-iris. Lembro até de um trecho de uma musiquinha que me fizeram cantar, ainda menino, no Colégio Luiz Tarquínio. Era mais ou menos assim: "Somos as flores/Mais perfumadas...Do jardim da infância". Nem lembro do início, nem do meio e só do final. E lá estava eu vestido como pé de planta. Tudo valia em homenagem à chegada da Primavera. Eram feirinhas, peças, festivais, gincanas e o abraço de Marana, uma coleguinh a somente acessível nas festinhas. Até hoje a Primavera me remete aos seus braços. Será que ela lembra de mim? Que nada. Já não sabia mesmo quem eu era naqueles tempos. Ainda mais depois de tantas Primaveras. Tínhamos apenas meia dúzia. A Primavera dava seus ares com as plantas em pleno cio, fazendo surgir as mais lindas e coloridas flores: lírios, flor-do-campo, dálias, Sorriso-de-Maria, rosas, rosas meninas, cravos-de-defunto, boninas, girassóis, margaridas, amarillis, antúrios, boca-de-leão, copos-de-leite, gardênias, jacintos, tulipas e sem falar nas graxeiras de todas as cores, tons e semitons. Era a natureza esperando a cópula das abelhas, colibris e corrupixeis. Os pássaros pareciam terem se multiplicado e seus trinos mais altos e alegres. O verde exuberante da copa das árvores contrastando já com o azul do céu de poucas nuvens e quase chuva nenhuma. Algumas árvores frutíferas, como o jambeiro ou uma teimosa mangueira que dominavam o pomar de uma mansão à beira-mar na Boa Viagem, decidiam sempre sair na frente e já apresentavam seus frutos devezes que nossa avidez de criança comia assim mesmo e amargava dores na barriga no meio da noite para tirar o sono dos avós e dos pais. Estamos quase uma semana em plena Primavera e ainda não vi a profusão de flores, embora olhe todos os cantos, jardins e avenidas. Embora os jornais tenham anunciado. Mesmo na minha varanda as flores estão tímidas, escondidas. Frô Maria e Craudio, o casal de gaviões que todas as manhãs sobrevoava o mar e vinha pousar na antena de TV no prédio defronte, fazendo revoada de bem-te-vis e canários-da-terra tiveram dois filhotes antes da Primavera. Eles – Anita e Duda – aprenderam a bater asas e todos desapareceram. Por sorte vieram para alegrar a Primavera um Sabiá e uma Garrincha estridente que se aproveitam do mamão e da água colocadas na varanda. A Primavera está muito estranha, sem cor. A Mãe Natureza deve estar aborrecida co m tanto gás na atmosfera, desmatamentos, degelo, queimadas e agressões que deixam marca. Devia ter mesmo uma lei que punisse quem maltrata a Mãe Natureza. Mãe é mãe e merece respeito. Se bem que a Primavera ainda está começando e o tempo não obedece relógios análogos nem digitais. Ainda espero o brotar das flores. Todas as manhã e na lua quarto crescente. Ou, quem sabe, o abraço de Marana, a flor mais bela da minha infância
 

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Quinta-feira, Setembro 10, 2009


Os vereadores e a zona da Barra

Foi bom para a Barra o Alan Sanches levar para lá, dias passados, a Câmara Itinerante. Mas, ele que ouse não dar vazão aos pedidos que foram feitos pelos habitantes. Mesmo com a cizânia que existe entre as moças da associação com os moradores, parte dos freqüentadores e quase a maioria dos comerciantes. O presidente da Câmara pode comprar uma briga feia, pois o povo da Barra, descendentes de Caramuru e que meteu medo a Tomé de Souza, que só colocou os pés na praia com garantias dos nativos; povo que colocou para correr os próprios portugueses, holandeses e franceses não vai querer ouvir promessa e ficar nisso mesmo.

  Já que Pedro Godinho – que tem ou tinha os votos do bairro – não conseguiu fazer com que o prefeito mandasse retirar os carros dos passeios, desse um jeito de consertar os buracos nos passeios, retirasse os guardadores de carro, ordenasse o trânsito e assegurasse com o governador mais segurança, mais polícia, mais ronda policial e mais módulos, novos vereadores fizeram suas cabeças-de-ponte e agradaram em cheio. Até hoje se comenta que a Barra, a partir de agora, vai receber iniciativas de civilidade. Fala-se até que em cada esquina haverá uma câmera de segurança.

 

  E o ponto principal, que são os ambulantes que vendem drogas, e outros que assediam os turistas de forma abusiva serão extirpados. Eu mesmo estava andando, outro dia e vi e ouvi em apenas cem 100 metros de distância de um para outro, o vendedor de artesanato – colares de penas e argolas de latão –  e um vendedor de fitinhas do Senhor do Bonfim (nem para o santo católico mandar um raio) oferecer alto e bom som a um grupo de turistas italianos:

- Marijuana? Cocaína?

 

   Os italianos aceleraram o passo e entraram num táxi. Mas, outros param para comprar abertamente de dia ou de noite, sem constrangimento. A venda de drogas, todo morador de Barra sabe, acontece no Cristo, no Farol da Barra, numa das transversais de Marques de Leão com a Afonso Celso (rua onde os sacizeiros cheiram crack), defronte ao Hospital Espanhol, na área de embarcações do Forte Santa Maria, perto do Instituto Mauá, no caminho do Yacht Clube e até no largo da Igreja de Santo Antonio da Barra. A polícia não dá baculejo por preguiça.

  

Os moradores da Barra esperam que os vereadores botem pressão no prefeito e no governador para que os problemas pelo menos diminuam. O vereador Paulo Câmara, que caiu nas graças do povo do bairro quando deixou claro, de forma lúcida, sobre a presença da Guarda Municipal não ficar na dependência da construção de um módulo, bem que poderia dar um jeito de acabar com a violência na praia do Porto da Barra.

 

    Semana passada uma criança de apenas três anos levou uma bolada de frescobol no ouvido. A criança desmaiou e a mãe também só de ver a cena. Levaram as duas para uma emergência. Num domingo não tão distante capoeiristas que sempre se exibem na beira do mar deram saltos e mais saltos até que atingiram o rosto de um garoto que estava com a família paulistana. Rasgou a cara. Os capoeiristas foram saindo de fininho enquanto os banhistas providenciavam socorro. Meia hora depois estavam lá dando rabo-de-arraia de novo.

 A situação é tão vexatória e sem lei no Porto da Barra que até os turistas argentinos já se enturmaram e estão jogando futebol e frescobol com os baianos. E não adianta chamar os PMs no módulo que eles não sujam os pés de areia nem pagando (???). Paulo Câmara que é o novo padrinho do bairro bem que poderia pedir para que a Guarda Municipal colocasse uma dupla na areia para impedir o baba e o frescobol. Já é mesmo proibido (antigamente tinha até placa informando). Falta só policiamento. Os nativos e os turistas agradecem. E os vereadores, com certeza, não serão esquecidos.

 

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Terça-feira, Julho 21, 2009


Wagner e o Horário de Verão

 

Jolivaldo Freitas
Pegou mal para o governo do Estado o fato de não se deixar sensibilizar pelas solicitações das federações que representam indústria e comércio e de outras entidades empresariais, que pediram, quase de joelhos, seu empenho para retirar a Bahia da relação de estados nordestinos que terão Horário de Verão. Pelo que o governo demonstrou, sequer o assunto foi analisado e o horário que passa a valer em outubro, terá de ser engolido por quem produz ou negocia e sabe que a dor é mais embaixo.
Eu adoro o Horário de Verão. Dá para ver as meninas malhando na Barra em pleno pôr-do-sol. Tomar uma água de coco em Itapuã ou comer um acarajé em Amaralina. Os únicos empresários que gostam don Horário de Verão são justamente os vendedores de coco, os tatuadores e vendedores de cerveja do Porto. Dá para faturar um pouco mais. Eles vão até convidar o governador para um happy hour. E fazer uma tatuagem.

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Terça-feira, Maio 19, 2009


AAB, AGRA, ARC e tijolos

Jolivaldo Freitas

Um imbróglio sem tamanho. É para me dizer isso, assim, de chofre, que me liga, logo de manhã cedo, em jejum, remela nos olhos e as juntas travadas, um sócio e depois outro, e a seguir mais um, oriundos da Associação Atlética da Bahia; famosa Azulina, que já foi um dos clubes mais bonitos, charmosos e tirado a besta da Bahia – só perdendo em postura aristocrática para o Bahiano de Tênis, que, quando nos píncaros da glória, não deixava preto entrar nem pelas portas do fundo. Na AAB não era tanto assim, mas até a década de 80, babá só entrava com o bebê se estivesse vestida a caráter.

  O que os associados queriam me tirando dos braços (é mera figura de linguagem) do deus Morfeu? Me alertavam para a necessidade de se chamar a atenção de todos que amam a AAB – que vai do garçom Souza até o vice-prefeito Edvaldo Brito – que a vaca está indo para o brejo. O pote quebrou. O ovo gorou. O leite derramou. Ou seja: o novo clube empacou de vez.

  A ARC Engenharia e a AGRA estão deixando a obra em banho-Maria. Colocam um tijolo por semana – mesmo assim quando não está chovendo e já asseguraram que a verba acabou, a paciência acabou, aquele love todo do início das negociações acabou e, pronto... a obra acabou e quem quiser que vá se queixar ao bispo (que não é sócio) ou chorar no pé do caboclo, lá no Campo Grande.

   Para você leitora entender melhor a história: cerca de quatro anos (ou seriam cinco? Ou seriam três) não lembro direito, tanto tempo já se passou, a Associação Atlética da Bahia estava numa penúria só. Os associados que pagavam eram poucos, a dívida com o IPTU era grande e havia o medo de João Henrique desapropriar, como o fez com o Clube Português e devia-se ainda ao INSS e FGTS. O terreno, na Barra, onde fica (ficava?) o clube sempre despertou a usura das empresas do ramo imobiliário, por estar numa área privilegiada. Foi então que a presidência do Clube, com aprovação do Conselho, decidiu vender um pedaço para pagar as dívidas. Acho que foi uma bagatela de 13 milhões de reais o negócio.

   A Arc a Agra iriam construir três edifícios de primeira linha, como vem mesmo ocorrendo, e se comprometeram em contrato (um conselheiro me disse que o contrato caducou e eu não entendi como é que contrato fica caduco) a construir primeiro o clube. No início foi assim e uma parte da estrutura do clube foi feita. Mas, c agora está lá, quase que parado e pelo que se sabe as empresas querem mais grana. Coisa de uns 2 milhões de reais. Nem vendendo droga no Porto da Barra o clube consegue o valor.

   Já tem sócios pensando em invadir o que resta do clube. Já tem outros querendo embargar a obra dos prédios. Tem uns que acham que o Movimento dos Sem-Teto poderia dar uma mão, invadindo e aterrorizando a Arc e a Agra que garantiram entregar o clube pronto em junho do ano passado, depois jogou para dezembro. A seguir passou para maio deste ano, depois para julho, para agosto e já está indo para 2010.

  Pior, me dizem aqueles que me despertaram de um sono profundo, totalmente em Alfa, que a ARC está colocando a AAB na parede, literalmente. Embora tenham se comprometido a construir logo o clube e depois os prédios e estarem fazendo o contrário, agora querem pegar a última nesga do terreno, que restou: uma encosta. Ou dá ou desce.

  Eu mesmo não acredito que uma empresa como a ARC esteja fazendo uma besteira deste tamanho. Duvido. Ainda mais que nos últimos anos ela tem investido mais do que ninguém em uma estratégia de marketing que inclui man ter uma boa imagem para o mercado.

Deve estar ocorrendo uma falta de diálogo. Coisa de casal. Comunhão de bens. Mas, os associados querem uma resposta ou o pau vai comer. Tem uns cinco sócios advogados que estão sendo mantidos no estrangulador. Quando soltarem, valha-me deus! Não sai clube nem apartamentos tão cedo.

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Domingo, Março 22, 2009


Medicina nada alternativa

Jolivaldo Freitas

É até certo ponto surreal o atendimento médico nos municípios baianos, e a atitude dos médicos, notadamente, os recém-formados. Em quase um terço das cidades interioranas médico é um produto raro. Em cada hospital que tem suas portas abertas falta médico. Antigamente eu pensava que a culpa se dava apenas pela falta de empenho dos gestores.

 Com o tempo e vivendo a realidade de atuar em marketing político em grandes e pequenas cidades, constatei que a questão ganhava outra dimensão. Na realidade, na maioria dos casos a falta de atendimento médico nas áreas interioranas é um problema também causado pela má vontade dos médicos.

Acredite que hoje a maioria das prefeituras possui verbas para pagar adequadamente aos profissionais de Saúde. É bom que se diga que de forma até certo ponto numa iniciativa apartidária, os hospitais regionais estão dotados de estrutura. Daí se pergunta: onde está o gargalo? Acredite. Está na relutância do médico em querer sair da capital, notadamente, das áreas litorâneas.
Acredite! Existem milhares de vagas para médicos em hospitais do interior do país. Levantamento feito na Internet revela que na maioria das prefeituras o salário-base para um médico iniciante, principalmente se for clínico, é de R$ 2.500 reais e muitas prefeituras ainda oferecem residência, comida e roupa lavada. Mas os médicos preferem as capitais. Se for na Bahia, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e outras que estejam debruçadas sobre o mar, aí é que não saem, mesmo que estejam sendo explorados e mal pagos. Preferem dar longos plantões nas clínicas, ser mal remunerado a deixar a barraca de praia.
Tive, ano passado, contato com esta realidade quando vivenciei o fato do então prefeito de Juazeiro - que vem a ser a quarta cidade em importância, da Bahia; uma das mais bonitas e aprazíveis do Vale do São Francisco -, ter recuperado vários postos de saúde na sede e nos distritos, bem como construído outras unidades, e elas ficarem sem pode atender aos doentes por não ter médico.A prefeitura colocou anúncio em jornais de todo o país e uns gatos pingados apareceram.

Mas a situação era agravada pelo fato de Juazeiro estar colada com Petrolina, no outro lado em Pernambuco. Por absoluta falta de estrutura de Saúde, os doentes pernambucanos atravessam a ponte e vão em busca de atendimento no lado baiano, sobrecarregando a estrutura existente. Até Salvador sofre com a "invasão" de pacientes alienígenas, Os postos de Saúde são usados por doentes que vêm de diversos municípios. Na falta de médicos em suas cidiades, os prefeitos têm optado por colocar seus doentes em ônibus e vans e trazem para atendimento em clínicas e  consultórios da capital, pagando cash. É aquele negócio: se Maomé não vai à montanha, ela vai a ele
 

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Segunda-feira, Março 09, 2009


Abandonados pela Transalvador e pela PM

Jolivaldo Freitas

Já estava esquecendo o diabo do carnaval quando vejo uma batelada de ações e programações que não nos deixarão tão cedo descarregar a pilha. Na Assembléia Legislativa vai ter sessão para esmiuçar a folia. Na câmara dos Vereadores vão comer o fígado do prefeito João Henrique por causa de uma péssima analogia que fez entre festa, custo, remédios e merendas e que os adversários querem transformar num fato político sem precedentes.

  Vou aproveitar e colocar pimenta malagueta na discussão. Quero dizer que, apesar de todo investimento que foi feito neste carnaval em que as estrelas e os camarotes faturaram milhões, e a cidade, que é a estrela-mãe ficou chupando osso, muitas cenas de amadorismo ou de desleixo foram registradas.

 Tenho como os holofotes que queimaram logo no início da festa, no circuito tradicional, e não apareceu ninguém para trocar a lâmpada; ou mesmo o emblemático caso do trio que iria levar para as ruas e avenidas - depois de tanto tempo sem espaço decente na festa - os cantores Luiz Caldas e Sarajane e mais algumas bandas, e simplesmente foi impedido, com toda razão, pelo Detran. No trio faltava a "cuíca". Não o instrumento de percussão, mas um equipamento fundamental para o sistema de freio do caminhão. Sarajane, que não vem tendo um bom ano, chorou e Luiz Caldas engoliu a seco.

 

 Mas, o que faltou mesmo foi empenho do pessoal do trânsito. Tanto os trios que saíam no Campo Grande ou que ficavam estacionados num terreno pertencente à família Cunha Guedes, defronte ao McDonalds, na Graça, quando iam ao encontro dos blocos tinham de manobrar sozinhos, com risco para os foliões.

 

  O pessoal da Transalvador ou mesmo os PMs que usam motocicletas não apareciam para dar ajuda. Em qual lugar do mundo uns monstrengos - a exemplo dos trios - que são os caminhões alegóricos, não saem sem batedores. Os trios que saíam do bairro da Graça em direção ao Circuito Barra/Ondina, por falta de batedores da SET ou da PM derrubaram dois postes, quebraram a fiação de outros postes, destruíram as gambiarras e os passeios. Tudo isso apenas na Ladeira da Barra.

 

  Pela total ausência de batedores policiais, os motoristas dos caminhões foram ameaçados por motoristas de táxis que não se conformavam em ter de dar passagem aos trios que desciam ou subiam. A discussão levava tempo, até que, por ventura, passasse um carro da polícia. Teve veículo da SET cujos agentes em seu interior viram de longe, deram ré e escafederam-se. Graças a Deus não aconteceu nenhum acidente grave. Ano que vem as autoridades têm de lembrar: trio, para chegar ao ponto de concentração ou para entrar na avenida, tem de estar monitorado de perto pelos agentes de trânsito. A Transalvador, que ainda insisto em chamar de SET, bem que podia ser multada por falta de discernimento e preparo.

 

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Do Blog de Paixão Barbosa

Ciro Gomes divide PSB

Paixão Barbosa

Ciro Gomes (PSB-CE) é um homem público qualificado, inteligente e bem falante. E é nesta última qualidade que também mora seu maior defeito: falar demais. Como é temperamental, Ciro tende a explodir nas horas erradas e a falar demais, o que já lhe atrapalhou os passos e deixou como herança alguns desafetos. Ex-governador do Ceará, ele chegou a ter uma candidatura bem robusta à presidência da República e, agora, parece que volta a ensaiar o discurso para tentar disputar a sucessão do presidente Lula.


Mas aí é que a coisa começa a pegar e para ele ser candidato não basta ter a vontade. É certo que Ciro tem recebido estímulos de alguns setores do PSB, mas, como a legenda faz parte da base aliada, também há muita gente que não quer nem ouvir falar em candidatura própria e prefere caminhar com o candidato que Lula indicar. Para se tornar candidato ele terá que quebrar esta resistência interna e unir os socialistas, o que não será tarefa fácil.


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, por exemplo, que é hoje a maior expressão política do partido, está muito bem aninhado no ninho lulista, de quem tem recebido muitos mimos, traduzidos em projetos e apoio financeiro. Neste Carnaval, ele colocou a ministra Dilma Rousseff, candidato do peito de Lula, debaixo do braço e fez a festa nas ruas de Recife e Olinda, mostrando qual é a sua preferência ao ritmo dos maracatus.


De qualquer forma, ainda há tempo para que Ciro Gomes trabalhe a base partidária e tente viabilizar a candidatura. Isto se ele não tropeçar em alguma frase mal colocada no meio do caminho.  

 

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Do Blog de Aninha Franco

A força da grana e a folia

 

Aninha Franco

Há muito vermelho no caderno de Dever & Haver dos gestores que torraram 50 milhões num Carnaval que deveria autossustentar-se, refugaram patrocínios de 7 milhões e declararam o desvio de verbas da educação para a festa. Há 2 anos a cidade lê o discurso da autossustentação do teatro, da dança e da literatura, para descobrir, em fevereiro, que o Carnaval da Baía, o bambambã do planeta, não se sustenta. Deve haver algo errado, para além dos mal-entendidos entre o PT e o PMDB, que precisa ser consertado rapidamente, porque a festa existe, sobretudo, para dar lucro à cidade.


Na enquete do jornal A TARDE sobre os planos dos soteropolitanos no Carnaval, perto de 56% diziam, quando eu arquivei a pesquisa, que preferiam outras programações culturais. Por isso, o Carnaval yuppie, montado na cidade nos anos 90, não é mais o ócio da maioria da população, como o Carnaval hippie dos anos 70 foi, é um negócio que atrai turistas e envolve apenas 37% de moradores, nos blocos de trio ou na pipoca. Há, também, o incômodo de muita gente durante os 7 dias carnavalescos, como os moradores da Barra, por exemplo, e é por isso que a existência da festa deve favorecer a cidade. Mas pra isso acontecer, como escreveu nosso rei Geronimo, o planejamento da festa de 2010 deveria estar pronto hoje, e assinado por gente que entende do riscado.


Um deles saiu, Nizan Guanaes, que vai abrir o cofre pra criar um espaço para 6 mil pessoas com Ivete Sangalo. Palmas e a sugestão de arquitetar o espaço como as bolsas que abrem para outra, menor, várias vezes, até o espaço de 600 lugares do teatro musical e dos shows intimistas. Ivete pode usar a casa grande, com axé, e a pequena com shows como Essa é pra tocar no rádio (1999), dirigido por Gabriel Villela e Roney Scott... Os sócios podem, também, comprar o cinema Rio Vermelho de Aquiles Mônaco, calcanhar de Aquiles da Igreja Universal, cercada pela pirâmide do Tom do Saber, pelo odor etílico do boteco do França, pelo dendê dos tabuleiros de acarajé de Cira, Regina e Dinha. Tem mercado? É que nem a autossustentação do Carnaval. Se houver planejamento, tem.

 

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Do Blog de Marcos Venâncio

Refavela: segundo ato da trilogia da reinvenção

Marcos Venâncio

Discos  			Imperdíveis

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Refavela , de 1977, na sequência da trilogia "Re", de Gilberto Gil, nasceu depois de uma viagem à África, onde o compositor participou do 2º Festival Mundial de Arte e Cultura Negra, em Lagos, na Nigéria. Numa época marcada pela retomada da black music em todo o mundo, Gil fez um disco focado na estética afro construída no Brasil a partir das vivências locais. Inclui canções como "Ilê aiyê", de Paulinho Camafeu, "Patuscada de Gandhi", do próprio Gil, e uma versão funk para "Samba do avião", de Tom Jobim. Nesta terça, não perca Realce.

Clique para ouvir Refavela

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Quarta-feira, Março 04, 2009


Do Blog de Paixão Barbosa

 

Pinheiro na Secretaria de Planejamento

Paixão Barbosa

 Em meio a mais uma onda de especulações - e a Bahia está repleta disso - sobre uma possível reforma de secretariado que o governador Jaques Wagner estaria planejando para ainda este mês, surgiu a hipótese de o deputado federal Walter Pinheiro (PT), que foi candidato a prefeito de Salvador em 2008, ser nomeado para a Casa Civil do governo do estado. A pretensa reforma "profunda" está longe de ser uma realidade pelo que dizem pessoas ligadas ao governador, mas pode, sim, haver uma ou outra mudança no secretariado.


Quanto ao destino de Walter Pinheiro, sabe-se que ele deu uma risada quando foi consultado, na terça-feira, sobre esta nova especulação e confirmou somente que deseja ser candidato ao Senado em 2010.


Mas uma fonte muito próxima ao parlamentar me assegurou, nesta tarde de quarta-feira, que Pinheiro pode realmente virar secretário do governo Wagner dentro de pouco tempo, mas não para a Casa Civil e sim para o Planejamento. A corrente que integra no PT, a Democracia Socialista, já teria acertado os ponteiros e definido o destino do deputado.


A análise a respeito do assunto é que, atuando numa pasta estadual, mesmo sendo técnica como a do Planejamento, Walter Pinheiro poderá consolidar seu nome junto às bases do PT e garantir uma das duas vagas para concorrer ao Senado em 2010. pessoalmente, acho um grande risco para ele, porque uma pasta como o Planejamento não é bem o posto ideal para quem deseja disputar um cargo político.


Vamos esperar para ver.

 

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Do Blog de Marcos Venâncio

 

DISCOS IMPERDÍVEIS

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Reunião de cantadores e violeiros no Teatro Castro Alves

Marcos Venâncio

Discos  			Imperdíveis

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Gravado ao vivo no Teatro Castro Alves, em Salvador, nos dias 7, 8, 9 e 10 de janeiro de 1988, o Concerto sertanez reúne Elomar, Turíbio Santos, Xangai e João Omar num disco memorável. As matrizes da gravação foram extraviadas, o que praticamente impede novos relançamentos. Para quem não ouviu ou pensou que não ia ouvir de novo, Discos Imperdíveis escala nesta quarta-feira o quarteto de cantadores e violeiros.

Clique para ouvir Concerto sertanez

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Domingo, Março 01, 2009


Hora de um novo circuito

Jolivaldo Freitas

 

A conversa é antiga: está faltando um cabra macho para mexer nas estruturas do carnaval. Tudo bem que as autoridades estejam comemorando o fato de não ter sido registrado nenhum homicídio em correlação com a festa, e a queda nos índices de violência.  A pergunta é: quando teremos de encarar a realidade de que a violência na folia de Momo é consequente do inchaço no Beco da Ribeira, no Relógio de São Pedro, no Barravento, no Espanhol - no circuito tradicional do Campo Grande á Rua Chile, bem como da Barra a Ondina?

 Não vai adiantar, ano a ano, aumentar o efetivo policial nas ruas. Se o modelo atual for persistindo, dentro de dez anos, numa progressão óbvia, teremos de pedir policiais emprestados aos estados vizinhos ou chamar a Força Federal.

   Passado o carnaval, todos os anos, voltamos à cantilena de chamar a atenção para a necessidade de se criar um novo circuito (embora tenha consciência que também não se pode relegar a um segundo plano o antigo corredor da festa, que está abandonado pelos trios e famosos que fizeram o nome no Campo Grande e hoje só querem saber dos camarotes da Barra). Existem vários projetos para um novo circuito entre o Comércio e a Calçada ou a utilização da Avenida Bonocô e também da Paralela. Projetos até certo ponto antigos e que foram rechaçados por quem pode e manda no carnaval da Bahia.

    Uma idéia que ouvi seria blocos e trios alternativos para o Comércio e deixar a área com exclusividade para os blocos de samba, sendo que cada famoso como Ivete Cláudia Leitte, Daniela, Chiclete e outros, teriam de dar uma passada por lá, cantando e tocando para os pipocas. A princípio, segundo o autor da idéia, o novo circuito seria testado ano que vem apenas na parte da noite. O futuro? Só Deus sabe se a iniciativa pega, pois cabeça do povo é mistério.

   É claro que os donos dos trios, dos blocos, dos camarotes e atuais gestores do lucrativo carnaval baiano sempre se posicionam contra quando se trata de mexer no institucionalizado. Mas, se oferecerem lucros para eles, no mesmo instante mudarão de idéia e quem sabe um novo circuito, em qualquer lugar, não serviria para desafogar o carnaval, que a cada ano será maior. Também uma nova área de folia vai gerar mais empregos e renda. Lembrem que a Barra até os anos 70 só era "agitada" pelo pessoal do "Jacu" e do "Barão". Depois o "Bróder" e o bloco "Acadêmicas" arriscaram e o novo circuito pegou e hoje é o favorito.

   Claro que não entendo nada de carnaval, nem marketing carnavalesco e muito menos de segurança pública. Mas ouço as querelas e os queixumes e acho que o estado e o município poderiam fazer uma força-tarefa e pensar, já, numa tomada de posição. O modelo atual do carnaval está bom para os donos de camarotes, para os blocos e trios. Está péssimo para a pipoca. Mais algum tempo e a pipoca explode.

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Do Blog de Aninha Franco

A vida depois do carnaval


Aninha Franco

Quinta-feira d.C, e a vida começará, inexorável, cega, surda e muda à nossa preguiça de conviver com a realidade, debicando do nosso desejo de que o verão seja todas as estações, e clareie os acordares entre o céu azul e o mar mais azul ainda, num mundo acabado e limpo que Deus criou em 7 dias e Darwin explicou há 200 anos. Que nesse mundo, Carmen Miranda renasça das cinzas do seu salto plataforma, dos seus turbantes hortifrutigranjeiros, e que Sarney desapareça na floresta do Senado, perseguido por marimbondos de fogo, achincalhado pelo IDH do Maranhão, correndo com Collor, Renan Calheiros e o deputado Michael Temer das sete pragas da reforma semântica, porque um deles, sei lá qual, juntou, numa mesma frase, a palavra honroso com o nome Edmar Moreira. Mas nada disso acontecerá, eu sei, e a evolução humana prosseguirá lenta, gradual e progressiva, e os últimos a escaparem da deriva genética, se escaparem, serão os políticos de Brasília.
Olhe que eu estou acostumada à criatividade da corrupção, a atividade mais rápida, menos burocrática e mais eficiente do Brasil, olhe que por conta dela nós temos assistido a coisas que Deus e Darwin duvidariam, mas o castelo de 36 cômodos de Edmar é, realmente, estupefaciente. O castelo de Edmar é quase ficção, é real por um triz, e Edmar ainda alega, dentro da velha calúnia bíblica de que a mulher é culpada de tudo, desde Adão, que construiu esse castelo monstruoso, no meio do nada, porque sua mulher pediu... Ora, me faça uma abacatada! Eu acho que o ex-corregedor da Câmara dos Deputados construiu o castelo com o objetivo de implantar nele, um dia, o museu da corrupção. Um cômodo para os sanguessugas, um cômodo para os desviadores da merenda escolar, um cômodo para as empreiteiras, um cômodo para o caixa dois, um cômodo para os anões do orçamento, um cômodo para o mensalão, aliás, para o mensalão 2 cômodos, porque sobre ele Edmar Moreira sabe tudo. Edmar foi o corregedor que julgou os mensaleiros... Depois dessa, me respondam, há alguma possibilidade de os políticos brasileiros, sobretudo os que evoluem em Brasília, saírem da deriva genética?

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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009


Igreja e axezeiros disputam espaço na quarta de cinzas

Jolivaldo Freitas

As igrejas católicas abriram suas portas mais cedo, hoje, em Salvador, para receber os foliões "arrependidos" dos excessos cometidos durante os dias oficiais do carnaval baiano (a festa começou na quinta-feira da semana passada). Mas, como se vê a cada ano, a busca pela cruz de cinzas na testa, que significa pedir o perdão a Cristo, atrai cada vez menos pessoas, notadamente entre os fiéis mais jovens.
Para piorar a situação, muitas pessoas não saem do circuito da festa, pois hoje o carnaval ainda prossegue e bancos, shoppings e o comércio em geral só abrem as portas a partir das 14 horas. Nesta quarta pela manhã enquanto as igrejas estão de portas abertas, realizando as missas de cinzas, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e outros estão descansando e daqui a pouco voltam a agitar os foliões no Circuito Barra/Ondina. Carnaval é mesmo uma invenção do Diabo que Deus abençoou, mas a Igreja Católica ainda não aprendeu a fazer v istas grossas.

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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009


Bollywood come pelas beiradas no Oscar

Quem assistiu ao Oscar ficou surpreso com a premiação de melhor filme e um total de oito estatuetas para "Quem quer ser milionário?" Mas o que chamou a atenção foi - pela primeira vez - os indianos (parecendo até coisa de Glória Perez) recebendo prêmios importantes como melhor música, por exemplo.

 

Pode acreditar que nos próximos 10 ou 20 anos um filme indiano vai conseguir ganhar um Oscar. Não somente pela imensa produção de filmes - produz mais do dobro de Hollywood por ano, mas pelo fato que irão se organizar, levar bons roteiristas, preparar atores e evoluir diretores. Ténicos eles mostram que têm de sobra e dos bons. Público não falta e, portanto, não falta dinheiro.

 

Bollywood vai comendo pelas beiradas.

 

Quem assistiu ao Oscar ficou surpreso com a premiação de melhor filme e um total de oito estatuetas para "Quem quer ser milionário?" Mas o que chamou a atenção foi - pela primeira vez - os indianos (parecendo até coisa de Glória Perez) recebendo prêmios importantes como melhor música, por exemplo.

 

Pode acreditar que nos próximos 10 ou 20 anos um filme indiano vai conseguir ganhar um Oscar. Não somente pela imensa produção de filmes - produz mais do dobro de Hollywood por ano, mas pelo fato que irão se organizar, levar bons roteiristas, preparar atores e evoluir diretores. Tèénicos ele mostram que têm de sobra e dos bons. Público não falta e, portanto, não falta dinheiro.

 

Bollywood vai comendo pelas beiradas.

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Sábado, Fevereiro 21, 2009


Abandonados no meio do Carnaval

Ontem foi um péssimo dia de Carnaval para Sarajane, Luiz Caldas e outros artistas que somente com muito esforço conseguem tocar no Carnaval, por estarem fora do esquema comercial, embora tenha sido responsáveis pelo surgimento da Axé Music e pelo que o Carnaval se transformou na Bahia. O trio em que iriam tocar não apareceu e eles ficaram abandonados. Sarajane escreveu uma carta para a imprensa, com muita emoção e lamentou o ocorrido.

Carta de Sarajane

"Ola amigos;
 
Ontem infelizmente não toquei, chorei muito, gostaria de esta mostrando o meu trabalho que tanto ensaiei e me empenhei, ficamos na Praça da Sé por tres horas esperando o trio e ele não apareceu, ligava mos para as pessoas que tambem não tinham resposta para nos dar, Waldemar, Reginaldo, Sidnei, Marcia, pessoas que eu amo tanto e que se empenharam para que tudo fosse muito bom, ficamos duas bandas com instrumentos na rua podendo ser asaltados, é um absurdo muita humilhação, segundo a saltur os trios estariam presos no parque de exposição por que teriam que ter duas cuicas de freios e cada uma custava 3.000, bem luiz caldas não tocou, ze paulo, wil carvalho e varios outros, so queremos saber como ficara o nosso cachê por que contratamos e pagamos pessoas e estavamos lá, na hora marcada, apesar da agenda de carnaval esta com os nomes dos artistas dias e horarios trocados. O meu dia era ontem e na programação esta hoje. Hoje toco em Ilh eus as 17:00h e retorno a Salvador as 21:30h. a banda honolulu viajou para recife e depois viaja para conceição da barra no eespirito santo.
 
amanhã toco no trio axe 80 segunda palco da liberdade e terça no axe 80 e anoite na praça pedro arcanjo, depois vou ao camarote expresso cantar com o meu professor gilberto gil".
 

 

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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009


O maior afoxé do mundo


O bloco Filhos de Gandhy - de vez em quando troco a posição do h do nome do gestor da não-violência - está comemorando 60 anos. Teve até missa. Mais, o maior orgulho que o grupo tem é de ser "o maior afoxé do mundo", conforme cravam nos releases e nas enhtrevistas.
Fico a perguntar: quem concorre com o Gandhy, tirando mais uns três da Bahia?
Será que tem afoxé na Europa, América do Norte e na África. Estive lá e não vi nada de afoxé.
Daí que me arvoro a entrar no Guiness Book, assegurando que sou o maior coisa nenhuma do mundo.
Quero registro, reconhecimento e troféu.

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  O xerife, o golpe, a calçola perdida e a vidente que foi presa


Jolivaldo Freitas

A Bahia tem coisa de dar arrepio. E acontece cada fato comigo que às vezes penso que tenho parte com o demônio. Várias semanas antes de acontecer mais um crime na Ilha de Itaparica, onde mataram o velejador e que levou dezenas de argonautas a um protesto inusitado na Baía de Todos os Santos, domingo passado, um amigo meu que tem um veleiro de nome Asbar, planejava levar um convidado holandês para a Ilha de Itaparica. Eu, no instinto, lhe disse que evitasse, que o lugar estava infestado de marginais. Ele apenas deu uma passada por lá e se picou, deu ninja, escafadeu-se. O francês foi morto e meu amigo ligou me agradecendo o insight. Vixe! Me benzi todo.
  Interessante é que antes desta história, quando ninguém lembrava do delegado José Magalhães - talvez o leitor ou leitora se lembre - escrevi aqui nesta coluna, pergunt ando se alguém sabia onde o homem foi parar. Onde ele estava depois de ter sido defenestrado da titularidade da delegacia do Rio Vermelho. Lembrei até, das histórias que eram comentadas, dando conta de que quando ele saia da delegacia para ir ao Vale das Pedrinhas ou Nordeste de Amaralina, os bandidos se escondiam nos tanques de água, os mais desesperados dormiam nos bueiros, muitos se vestiam de mulher para fugir para o interior do estado e quem bobeasse iria dormir para sempre.
  Daí lembrei que o homem era o terror dos organismos de Direitos Humanos e que havia caído em desgraçada por causa dos seus métodos. Mas, não é que de repente, na onda da Ilha de Itaparica ele ressurge das cinzas. Vixe! Me benzi todo de novo. O pior é que agora faço avaliação do discurso do delegado, que como xerife e herói da população ilhéus e chego à seguinte conclusão: vai faltar Hora Marcada para trazer os defuntos e não vai ter lancha suficiente em Mar Grande, par a dar vazão aos bandidos que começam a mudar de endereço. E, acredite, vai diminuir o número de roubos e assaltos em Itaparica, mas vai aumentar, em muito, a violência em Salvador. Os bandidos só vão mudar de endereço. O modus operandi será o mesmo.
  Falar em malandragem, tem bar na praça do Porto da Barra onde os turistas sofrem um novo tipo de golpe. Todos os garçons vestem camisa branca e calça preta e outros detalhes iguais. O turista pede a conta e ali mesmo, na hora, é dada. O garçom recebe o dinheiro e some. Depois de algum tempo o cliente pede o troco, mas já é outro garçom que vem e diz que no caixa não consta seu pagamento. Ou, no caso em que o cliente paga a conta certa e sai, um garçom vai atrás e exige de novo o pagamento. Como ninguém vai ficar encarando garçom - a não ser que seja muito curioso ou viado ou o garçom seja Tom Cruise -, o dono do restaurante chama todos e coloca na frente do turista que não sabe quem foi. Tem de pagar de novo.
  Mas, o Porto da Barra é pródigo em histórias. Semana passada uma mulher, sem a menor cerimônia, voltou já escurecendo para as proximidades do Forte de Santa Maria e começou a perguntar se alguém tinha achado uma calçola. Ela estava tomando banho de bermuda, tirou a calçola para lavar, colocou na areia para secar e esqueceu. Só lembrou quando chegou em casa e o marido perguntou o motivo de estar descalçolada. Explicou a história. O marido levou a moça para a praia e ficou na balaustrada olhando de longe enquanto ela catava na areia. Se achou não sei. Se não achou deve ter levado porrada.
  E li no jornal que uma vidente, de nome Mãe Dália. Foi presa pela polícia. Como uma profissional do ramo, que se preza, não viu que seria presa e não se mandou antes? Só na Bahia tudo isso acontece.

   Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista

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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009


Do Blog de Paixão Barbosa

 

POLÍTICA & CIDADANIA

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Fogo no PMDB

Paixão Barbosa

 "A maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção". Lido assim, o trecho acima parece ser a declaração de algum democrata ou tucano, mas trata-se de parte das palavras mais duras já ditas a respeito de um partido político no Brasil, proferidas em entrevista à Revista Veja por um dos fundadores da legenda, o senador Jarbas Vasconcelos (PE), que chegou a ser um dos nomes cotados para candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff.


Na mais devastadora entrevista, que li, de um político, pelo menos nos últimos 30 anos, Jarbas Vasconcelos desancou com o PMDB. Além daquele trecho lá em cima, ele disse que o PMDB só quer cargos para fazer negócios e ganhar comissões. Aproveitou para atacar, também, o recém-eleito presidente do Senado, José Sarney: "A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador".


De Renan Calheiros, principal artífice da candidatura Sarney, Jarbas diz: "Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem". Sobrou também para op governo Lula, com o qual o senador diz ter se decepcionado ao perceber que ele não tinha "compromissos com reformas ou com a ética" e classificou a menina dos olhos do seu conterrâneo, o programa Bolsa-Família, como "o maior programa oficial de compra de votos do mundo".


Jarbas Vasconcelos, duas vezes prefeito de Recife e duas vezes governador de Pernambuco, sempre foi considerado um político sério e coerente, o que aumenta bastante o peso das acusações que faz ao seu partido. Decepcionado com a atividade política, ele diz que não pretende disputar mais nenhum cargo eletivo, mas não quer sair do PMDB, preferindo ficar ali como dissidente e já anunciou que vai apoiar a candidatura de José Serra (PSDB), caso ele seja candidato à Presidencia em 2010.


Curiosa foi a reação do PMDB. A princípio, pareceu perplexidade, mas, vendo-se melhor, trata-se da velha "sabedoria" de deixar o tempo passar antes de tomar alguma decisão. Mesmo com ataque tão intenso, não se cogita da expulsão de Jarbas, talvez ele seja "aconselhado" a sair do partido. Sarney e Renan, citados diretamente, preferiram ficar calados.


Seja qual for o desdobramento, o PMDB sai deste episódio com  sua imagem destroçada. Mas, em outras ocasiões, o partido já mostrou ter fôlego de sete gatos. Vamos ver como se sai desta. Leia a entrevista, na íntegra, no blog do jornalista Ricardo Noblat.

 

 

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jarbas ENDEREÇO DESTE POST : http://www.atarde.com.br/blog/politicaecidadania/index.jsf?post=1075317

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Do Blog de Marcos Venâncio

 

DISCOS IMPERDÍVEIS

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Som do Carnaval da Bahia que marcou época

Marcos Venâncio

Discos  			Imperdíveis

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Em época de Carnaval, o álbum Moraes Moreira , de 1981, vem bem a calhar. É um disco que marcou época e revelou de uma vez o talento do ex-Novos Baianos. De "Paxorô" ao "Axé de Gandhi", de "Dodô no céu, Osmar na terra" a "Bateu no paladar", Moraes desfila seu talento ao longo de 10 músicas imperdíveis.

Clique para ouvir Moraes Moreira

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