segunda-feira, fevereiro 16, 2009


Do Blog de Paixão Barbosa

 

POLÍTICA & CIDADANIA

   | COMENTÁRIO (1)

Fogo no PMDB

Paixão Barbosa

 "A maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção". Lido assim, o trecho acima parece ser a declaração de algum democrata ou tucano, mas trata-se de parte das palavras mais duras já ditas a respeito de um partido político no Brasil, proferidas em entrevista à Revista Veja por um dos fundadores da legenda, o senador Jarbas Vasconcelos (PE), que chegou a ser um dos nomes cotados para candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff.


Na mais devastadora entrevista, que li, de um político, pelo menos nos últimos 30 anos, Jarbas Vasconcelos desancou com o PMDB. Além daquele trecho lá em cima, ele disse que o PMDB só quer cargos para fazer negócios e ganhar comissões. Aproveitou para atacar, também, o recém-eleito presidente do Senado, José Sarney: "A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador".


De Renan Calheiros, principal artífice da candidatura Sarney, Jarbas diz: "Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem". Sobrou também para op governo Lula, com o qual o senador diz ter se decepcionado ao perceber que ele não tinha "compromissos com reformas ou com a ética" e classificou a menina dos olhos do seu conterrâneo, o programa Bolsa-Família, como "o maior programa oficial de compra de votos do mundo".


Jarbas Vasconcelos, duas vezes prefeito de Recife e duas vezes governador de Pernambuco, sempre foi considerado um político sério e coerente, o que aumenta bastante o peso das acusações que faz ao seu partido. Decepcionado com a atividade política, ele diz que não pretende disputar mais nenhum cargo eletivo, mas não quer sair do PMDB, preferindo ficar ali como dissidente e já anunciou que vai apoiar a candidatura de José Serra (PSDB), caso ele seja candidato à Presidencia em 2010.


Curiosa foi a reação do PMDB. A princípio, pareceu perplexidade, mas, vendo-se melhor, trata-se da velha "sabedoria" de deixar o tempo passar antes de tomar alguma decisão. Mesmo com ataque tão intenso, não se cogita da expulsão de Jarbas, talvez ele seja "aconselhado" a sair do partido. Sarney e Renan, citados diretamente, preferiram ficar calados.


Seja qual for o desdobramento, o PMDB sai deste episódio com  sua imagem destroçada. Mas, em outras ocasiões, o partido já mostrou ter fôlego de sete gatos. Vamos ver como se sai desta. Leia a entrevista, na íntegra, no blog do jornalista Ricardo Noblat.

 

 

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jarbas ENDEREÇO DESTE POST : http://www.atarde.com.br/blog/politicaecidadania/index.jsf?post=1075317

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2 Comments:

At 7:22 PM, Anonymous Anônimo said...

Meu caro Jolivaldo, leu os meus livros? Espero que tenha gostado. Quanto ao meu blog, não tive a honra de adicioná-lo ao seu. O seu tem uns seis meses que o adicionei ao meu, veja: http://saber-literario.blogspot.com

Rilvan

 
At 12:24 PM, Blogger othon said...

othon figueiredo freitas Disse: Seu comentário está aguardando moderação.

27/03/2010 às 04:21 | Responder
ASSOCIAÇÃO DOS PESCADORES ARTESANAIS DO PORTO DA BARRA- Avenida 7 de setembro, nº. 3.809, Barra, Salvador, BA – CNPJ 10.963.151/000l-07
Realmente doutor, os pescadores do porto, por questões econômicas não residem mais nas proximidades daquela praia e sim nas periferias, como Calabar, Nordeste de Amaralina, Pernambués, e outros bairros pobres e mais distantes do Porto da Barra, em nossa cidade, onde gasta R$4,60 diariamente com transporte para tentarem arrancar do mar o sustento para suas famílias, quando o tempo lhes permite.
Aqueles que dormem nos barcos e praças da cidade em todo o Brasil devida o atual abandono por parte das autoridades, são usuários de drogas, alcoólatras e outros infelizes irmãos nossos doutor, os pescadores genuinos geralmente saem às seis horas e retornam às 16 horas, e cansados vão imediatamente para seus bairros venderem seus produtos. Muito poucos o vêem, porém sabemos que existem, pois nos alimentamos do produto de seu labor.
Devido à escassez do pescado em decorrência da poluição dos nossos rios e mares, realmente está muito difícil a vida destes trabalhadores, sem falar dos irresponsáveis que jogam bombas acabando com o ecossistema que é combatido por todos nós pescadores, pois as autoridades não controlam essa atividade com punições mais severas, onde convido-o para fazer uma matéria deste assunto que iria muito nos ajudar futuramente.
Realmente quando um barco está em conserto ou pintura, para amenizar a fome, alguns preparam um alimento, um peixe sem valor comercial, um jabú, quatinga ou outros, dentro de seus barcos, para ter força suficiente e terminarem seus serviços do dia se alimentando precariamente de uma farofa com farinha de segunda e muita pimenta para enganar o paladar e não com farinha de copioba, aliás, esta é fabricada nas proximidades da cidade Nazaré, numa fazenda chamada Copióba Açu ou Copióba Mirim e por ser de alta qualidade torna-se muita cara, não chagando para pescadores em dificuldades financeiras. Se houvesse condições, estaríamos nos finos restaurantes tomando vinhos importados como se fossemos jornalistas, políticos ou outros.
Quando o sol fica em pino, já é meio dia doutor e como em todas as casas, também comemos, só que à mão livre, porque não temos pratos nem talheres, nem mesas e nem cadeiras, alimentamo-nos em pé mesmo doutor ou em alto mar, e aqueles que dormem debaixo das amendoeiras, não podem ser confundidos com pescadores, são os pobres drogados, que ficam o dia tomando pinga e fumando crack e as nossas autoridades ficam aguardando somente a morte para que a o “camburão” venha buscá-los e que na maioria das vezes é o primeiro e último serviço prestado pelo poder público a este cidadão, também filho de Deus.
Somos pescadores diferentes porque não temos uma sede para tomarmos um banho após as pescarias, por não termos onde guardar nossos aviamentos de pesca, por não termos frízeres nem geladeira para guardarmos nossos peixes quando chagamos após o horário comercial ou aos domingos quando as peixarias que compram os nossos produtos estão fechadas. Não fazemos parte da mitologia doutor, não somos argonautas, somos reais e humanos, sofredores como qualquer classe trabalhadora deste País, só que menos assistida, pois não temos férias, licença prêmio, nem salários definidos, vivemos do que fazemos, do nosso trabalho.
No entanto, informo que já temos uma Associação que luta pelos nossos direitos junto à Capitania dos Portos, Ministério da Pesca, à Bahia Pesca, Prefeitura, IBAMA, e outros ligados ao setor. Informo ainda que estamos formando uma parceria com o Banco do Brasil, onde criaremos uma DRS, ou Desenvolvimento Regional Sustentável, onde o Banco nos apoiará e nos ajudará na melhoria dos nossos serviços, conseqüentemente melhorando a nossa produção. Precisamos é quem nos apóie, pois a própria vida já basta com as dores destes pais de família.
Cordialmente,
Othon Figueiredo Freitas- presidente – asspaba@gmail.com.

 

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