Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009


Igreja e axezeiros disputam espaço na quarta de cinzas

Jolivaldo Freitas

As igrejas católicas abriram suas portas mais cedo, hoje, em Salvador, para receber os foliões "arrependidos" dos excessos cometidos durante os dias oficiais do carnaval baiano (a festa começou na quinta-feira da semana passada). Mas, como se vê a cada ano, a busca pela cruz de cinzas na testa, que significa pedir o perdão a Cristo, atrai cada vez menos pessoas, notadamente entre os fiéis mais jovens.
Para piorar a situação, muitas pessoas não saem do circuito da festa, pois hoje o carnaval ainda prossegue e bancos, shoppings e o comércio em geral só abrem as portas a partir das 14 horas. Nesta quarta pela manhã enquanto as igrejas estão de portas abertas, realizando as missas de cinzas, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e outros estão descansando e daqui a pouco voltam a agitar os foliões no Circuito Barra/Ondina. Carnaval é mesmo uma invenção do Diabo que Deus abençoou, mas a Igreja Católica ainda não aprendeu a fazer v istas grossas.

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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009


Bollywood come pelas beiradas no Oscar

Quem assistiu ao Oscar ficou surpreso com a premiação de melhor filme e um total de oito estatuetas para "Quem quer ser milionário?" Mas o que chamou a atenção foi - pela primeira vez - os indianos (parecendo até coisa de Glória Perez) recebendo prêmios importantes como melhor música, por exemplo.

 

Pode acreditar que nos próximos 10 ou 20 anos um filme indiano vai conseguir ganhar um Oscar. Não somente pela imensa produção de filmes - produz mais do dobro de Hollywood por ano, mas pelo fato que irão se organizar, levar bons roteiristas, preparar atores e evoluir diretores. Ténicos eles mostram que têm de sobra e dos bons. Público não falta e, portanto, não falta dinheiro.

 

Bollywood vai comendo pelas beiradas.

 

Quem assistiu ao Oscar ficou surpreso com a premiação de melhor filme e um total de oito estatuetas para "Quem quer ser milionário?" Mas o que chamou a atenção foi - pela primeira vez - os indianos (parecendo até coisa de Glória Perez) recebendo prêmios importantes como melhor música, por exemplo.

 

Pode acreditar que nos próximos 10 ou 20 anos um filme indiano vai conseguir ganhar um Oscar. Não somente pela imensa produção de filmes - produz mais do dobro de Hollywood por ano, mas pelo fato que irão se organizar, levar bons roteiristas, preparar atores e evoluir diretores. Tèénicos ele mostram que têm de sobra e dos bons. Público não falta e, portanto, não falta dinheiro.

 

Bollywood vai comendo pelas beiradas.

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Sábado, Fevereiro 21, 2009


Abandonados no meio do Carnaval

Ontem foi um péssimo dia de Carnaval para Sarajane, Luiz Caldas e outros artistas que somente com muito esforço conseguem tocar no Carnaval, por estarem fora do esquema comercial, embora tenha sido responsáveis pelo surgimento da Axé Music e pelo que o Carnaval se transformou na Bahia. O trio em que iriam tocar não apareceu e eles ficaram abandonados. Sarajane escreveu uma carta para a imprensa, com muita emoção e lamentou o ocorrido.

Carta de Sarajane

"Ola amigos;
 
Ontem infelizmente não toquei, chorei muito, gostaria de esta mostrando o meu trabalho que tanto ensaiei e me empenhei, ficamos na Praça da Sé por tres horas esperando o trio e ele não apareceu, ligava mos para as pessoas que tambem não tinham resposta para nos dar, Waldemar, Reginaldo, Sidnei, Marcia, pessoas que eu amo tanto e que se empenharam para que tudo fosse muito bom, ficamos duas bandas com instrumentos na rua podendo ser asaltados, é um absurdo muita humilhação, segundo a saltur os trios estariam presos no parque de exposição por que teriam que ter duas cuicas de freios e cada uma custava 3.000, bem luiz caldas não tocou, ze paulo, wil carvalho e varios outros, so queremos saber como ficara o nosso cachê por que contratamos e pagamos pessoas e estavamos lá, na hora marcada, apesar da agenda de carnaval esta com os nomes dos artistas dias e horarios trocados. O meu dia era ontem e na programação esta hoje. Hoje toco em Ilh eus as 17:00h e retorno a Salvador as 21:30h. a banda honolulu viajou para recife e depois viaja para conceição da barra no eespirito santo.
 
amanhã toco no trio axe 80 segunda palco da liberdade e terça no axe 80 e anoite na praça pedro arcanjo, depois vou ao camarote expresso cantar com o meu professor gilberto gil".
 

 

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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009


O maior afoxé do mundo


O bloco Filhos de Gandhy - de vez em quando troco a posição do h do nome do gestor da não-violência - está comemorando 60 anos. Teve até missa. Mais, o maior orgulho que o grupo tem é de ser "o maior afoxé do mundo", conforme cravam nos releases e nas enhtrevistas.
Fico a perguntar: quem concorre com o Gandhy, tirando mais uns três da Bahia?
Será que tem afoxé na Europa, América do Norte e na África. Estive lá e não vi nada de afoxé.
Daí que me arvoro a entrar no Guiness Book, assegurando que sou o maior coisa nenhuma do mundo.
Quero registro, reconhecimento e troféu.

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  O xerife, o golpe, a calçola perdida e a vidente que foi presa


Jolivaldo Freitas

A Bahia tem coisa de dar arrepio. E acontece cada fato comigo que às vezes penso que tenho parte com o demônio. Várias semanas antes de acontecer mais um crime na Ilha de Itaparica, onde mataram o velejador e que levou dezenas de argonautas a um protesto inusitado na Baía de Todos os Santos, domingo passado, um amigo meu que tem um veleiro de nome Asbar, planejava levar um convidado holandês para a Ilha de Itaparica. Eu, no instinto, lhe disse que evitasse, que o lugar estava infestado de marginais. Ele apenas deu uma passada por lá e se picou, deu ninja, escafadeu-se. O francês foi morto e meu amigo ligou me agradecendo o insight. Vixe! Me benzi todo.
  Interessante é que antes desta história, quando ninguém lembrava do delegado José Magalhães - talvez o leitor ou leitora se lembre - escrevi aqui nesta coluna, pergunt ando se alguém sabia onde o homem foi parar. Onde ele estava depois de ter sido defenestrado da titularidade da delegacia do Rio Vermelho. Lembrei até, das histórias que eram comentadas, dando conta de que quando ele saia da delegacia para ir ao Vale das Pedrinhas ou Nordeste de Amaralina, os bandidos se escondiam nos tanques de água, os mais desesperados dormiam nos bueiros, muitos se vestiam de mulher para fugir para o interior do estado e quem bobeasse iria dormir para sempre.
  Daí lembrei que o homem era o terror dos organismos de Direitos Humanos e que havia caído em desgraçada por causa dos seus métodos. Mas, não é que de repente, na onda da Ilha de Itaparica ele ressurge das cinzas. Vixe! Me benzi todo de novo. O pior é que agora faço avaliação do discurso do delegado, que como xerife e herói da população ilhéus e chego à seguinte conclusão: vai faltar Hora Marcada para trazer os defuntos e não vai ter lancha suficiente em Mar Grande, par a dar vazão aos bandidos que começam a mudar de endereço. E, acredite, vai diminuir o número de roubos e assaltos em Itaparica, mas vai aumentar, em muito, a violência em Salvador. Os bandidos só vão mudar de endereço. O modus operandi será o mesmo.
  Falar em malandragem, tem bar na praça do Porto da Barra onde os turistas sofrem um novo tipo de golpe. Todos os garçons vestem camisa branca e calça preta e outros detalhes iguais. O turista pede a conta e ali mesmo, na hora, é dada. O garçom recebe o dinheiro e some. Depois de algum tempo o cliente pede o troco, mas já é outro garçom que vem e diz que no caixa não consta seu pagamento. Ou, no caso em que o cliente paga a conta certa e sai, um garçom vai atrás e exige de novo o pagamento. Como ninguém vai ficar encarando garçom - a não ser que seja muito curioso ou viado ou o garçom seja Tom Cruise -, o dono do restaurante chama todos e coloca na frente do turista que não sabe quem foi. Tem de pagar de novo.
  Mas, o Porto da Barra é pródigo em histórias. Semana passada uma mulher, sem a menor cerimônia, voltou já escurecendo para as proximidades do Forte de Santa Maria e começou a perguntar se alguém tinha achado uma calçola. Ela estava tomando banho de bermuda, tirou a calçola para lavar, colocou na areia para secar e esqueceu. Só lembrou quando chegou em casa e o marido perguntou o motivo de estar descalçolada. Explicou a história. O marido levou a moça para a praia e ficou na balaustrada olhando de longe enquanto ela catava na areia. Se achou não sei. Se não achou deve ter levado porrada.
  E li no jornal que uma vidente, de nome Mãe Dália. Foi presa pela polícia. Como uma profissional do ramo, que se preza, não viu que seria presa e não se mandou antes? Só na Bahia tudo isso acontece.

   Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista

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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009


Do Blog de Paixão Barbosa

 

POLÍTICA & CIDADANIA

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Fogo no PMDB

Paixão Barbosa

 "A maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção". Lido assim, o trecho acima parece ser a declaração de algum democrata ou tucano, mas trata-se de parte das palavras mais duras já ditas a respeito de um partido político no Brasil, proferidas em entrevista à Revista Veja por um dos fundadores da legenda, o senador Jarbas Vasconcelos (PE), que chegou a ser um dos nomes cotados para candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff.


Na mais devastadora entrevista, que li, de um político, pelo menos nos últimos 30 anos, Jarbas Vasconcelos desancou com o PMDB. Além daquele trecho lá em cima, ele disse que o PMDB só quer cargos para fazer negócios e ganhar comissões. Aproveitou para atacar, também, o recém-eleito presidente do Senado, José Sarney: "A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador".


De Renan Calheiros, principal artífice da candidatura Sarney, Jarbas diz: "Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem". Sobrou também para op governo Lula, com o qual o senador diz ter se decepcionado ao perceber que ele não tinha "compromissos com reformas ou com a ética" e classificou a menina dos olhos do seu conterrâneo, o programa Bolsa-Família, como "o maior programa oficial de compra de votos do mundo".


Jarbas Vasconcelos, duas vezes prefeito de Recife e duas vezes governador de Pernambuco, sempre foi considerado um político sério e coerente, o que aumenta bastante o peso das acusações que faz ao seu partido. Decepcionado com a atividade política, ele diz que não pretende disputar mais nenhum cargo eletivo, mas não quer sair do PMDB, preferindo ficar ali como dissidente e já anunciou que vai apoiar a candidatura de José Serra (PSDB), caso ele seja candidato à Presidencia em 2010.


Curiosa foi a reação do PMDB. A princípio, pareceu perplexidade, mas, vendo-se melhor, trata-se da velha "sabedoria" de deixar o tempo passar antes de tomar alguma decisão. Mesmo com ataque tão intenso, não se cogita da expulsão de Jarbas, talvez ele seja "aconselhado" a sair do partido. Sarney e Renan, citados diretamente, preferiram ficar calados.


Seja qual for o desdobramento, o PMDB sai deste episódio com  sua imagem destroçada. Mas, em outras ocasiões, o partido já mostrou ter fôlego de sete gatos. Vamos ver como se sai desta. Leia a entrevista, na íntegra, no blog do jornalista Ricardo Noblat.

 

 

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jarbas ENDEREÇO DESTE POST : http://www.atarde.com.br/blog/politicaecidadania/index.jsf?post=1075317

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Do Blog de Marcos Venâncio

 

DISCOS IMPERDÍVEIS

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Som do Carnaval da Bahia que marcou época

Marcos Venâncio

Discos  			Imperdíveis

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Em época de Carnaval, o álbum Moraes Moreira , de 1981, vem bem a calhar. É um disco que marcou época e revelou de uma vez o talento do ex-Novos Baianos. De "Paxorô" ao "Axé de Gandhi", de "Dodô no céu, Osmar na terra" a "Bateu no paladar", Moraes desfila seu talento ao longo de 10 músicas imperdíveis.

Clique para ouvir Moraes Moreira

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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009


Baía será palco de Rally Náutico

O " 1º Rally Náutico da Bahia ", promovido pelo Yatch Clube da Bahia em  parceria com a Bahia Marina e a Revista Naútica  será realizado  dia 14 de fevereiro , na Baía de Todos os Santos. Na véspera ,dia 13 de fevereiro, todos os atletas participam de um coquetel no salão de festas do Yatch Clube ,recebidos por Leilane Vasconcelos Loureiro e Reinaldo Loureiro, diretores da Bahia Marina e pelo Comodoro Marcelo Kruschewsky.

A chegada das embarcações, no sábado ,está prevista para as 16h no Yatch , onde acontece a apuração e a  premiação seguida de festa animada pela Banda Batifun. Confirmaram presença no evento além dos competidores locais, os irmãos Luis Roberto e Rogério Nickel,  campeões brasileiros de Rally ,os vice-campeões  Fábio Machado e Edson Althoff e  Elyseo Júnior, piloto da Gol Linhas Aéreas,destaque nacional em 2008. 

 

 

 

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Feijoada Alô Imprensa

 Paulo Brandão anuncia a IV Feijoada Alô Imprensa, promovida pela Oxagrian Assessoria de Comunicação preparada especialmente para os jornalistas antes do  início do carnaval. A festa para mil convidados ,  patrocinada pela Bridgestone e Fiat  acontece dia 19 ,  das 13 às 20h, no Forte São Diogo, Porto da Barra. Além da imprensa, circulam na  feijoada  artistas , socialites , músicos e formadores de opinião.

 O publicitário Leonardo Medeiros, autor das marcas de todas as edições do evento, criou para a versão 2009 um personagem símbolo batizado de Fêjão, o Jornalista. O  cardápio leva a assinatura de Elaine,  filha da saudosa Dinha do Acarajé e a parte musical fica por conta das bandas Conexão Batuque e Pirigulino Babilaque e do DJ Nenga.

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 Maracajá não presta contas, mas quer presidir justamente o Tribunal de Contas 

Nestor Mendes Jr.

 O eterno presidente, ou, para a maioria, o grande coveiro do Esporte Clube Bahia, Paulo Virgílio Maracajá Pereira, está na iminência de tornar-se presidente do Tribunal de Contas dos Municípios. Ou seja: a corte que tem como missão fiscalizar e julgar as contas públicas, será presidida por alguém que não gosta, justamente, de prestar contas. Em 35 anos como mandatário-mor do Fazendão, Maracajá transformou a contabilidade do Esporte Clube Bahia em uma inexpugnável caixa-preta. Transparência foi uma palavra totalmente abolida dos últimos anos da história do Esquadrão de Aço, sem que houvesse para tal a necessidade de qualquer acordo ortográfico.

E quem aponta essa vocação do conselheiro para não prestar contas é o Ministério Público Estadual, ao concluir o inquérito civil, instaurado em junho de 2008, que o acusa de exercer paralelamente à função pública a "atividade clandestina de co-gestor de uma instituição privada, no caso o E.C. Bahia".

Segundo o inquérito do MPE - e já encaminhado ao TCM e à Promotoria de Justiça de Combate à Improbidade Administrativa - "o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Paulo Maracajá, utilizando-se de ´testas de ferro´ que atuam como ´gestores de fachada´, exerce, de fato, a gestão do Esporte Clube Bahia, em violação à Lei Orgânica dos Tribunais de Contas do Estado da Bahia e afrontando princípios constitucionais da Administração Pública, especialmente os da legalidade e da lealdade às instituições".

Como é que alguém que "afronta princípios constitucionais"  e "viola a Lei dos Tribunais de Contas" vai dispor do poder de presidir uma corte que, justamente, cobra a obediência a esses mesmos princípios?

No inquérito do Ministério Público Estadual, cujo relator foi o procurador Carlos Frederico Brito dos Santos, também salta aos olhos uma das peças processuais. É uma entrevista do próprio Paulo Maracajá ao jornalista Bob Fernandes, para o livro Bora Bahêeea!, publicado em 2003. O conselheiro deixava claro que a transparência deveria ser a regra do jogo para os homens públicos.

Leia, textualmente, as palavras do próprio Maracajá, que você pode conferir no livro: "Existem, em todos os setores, os bons e os maus. Existem excelentes dirigentes e maus dirigentes. Cada um deve pagar por aquilo que fez. Todos os dirigentes, que são homens públicos, têm de ter sigilo bancário quebrado, têm de ser investigados, têm de informar o patrimônio... Daria em branco. Homens públicos têm de estar sujeitos a perguntas, a investigações".

Quando, enfim, por conta deste inquérito no Ministério Público Estadual, a Justiça baiana determinou a quebra do seu sigilo bancário e fiscal, Paulo Virgílio Maracajá Pereira mudou de opinião, impetrando um mandado de segurança e obtendo uma medida liminar para impedir a investigação de sua vida financeira. E, logo depois, também conseguiu barrar a quebra do sigilo bancário e fiscal do Esporte Clube Bahia.

É preciso que homens públicos com a dignidade e a estatura moral de Raimundo Moreira, Paolo Marconi, Fernando Vitta e o ex-governador Otto Alencar, todos conselheiros, não permitam que o Tribunal de Contas dos Municípios - em um momento em que a Bahia reafirma cada vez mais o seu reencontro com os princípios republicanos e democráticos da transparência e do respeito à coisa pública - seja exposto ao escárnio e ao descrédito.

E para que não seja partidarizado o inquérito do Ministério Público Estadual, é mister recordar um trecho do editorial que o ex-governador Antonio Carlos Magalhães publicou no seu jornal, o Correio da Bahia, em julho de 1995, intitulado "O Protetorado de Maracajá":  "Na verdade - e o mais desinformado torcedor sabe disso - embora tenha passado a presidência do Bahia a um certo Francisco Pernet há um ano, Maracajá continua à frente da administração do clube. E o que é pior: afrontando a lei, já que, como conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, não pode acumular funções".

O combativo Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas, o Sindicontas,  além das questões legais já suscitadas, também questiona a qualidade técnica do conselheiro a partir de seus pareceres. O boletim do Sindicato critica uma peça produzida por Maracajá na análise das contas da gestão de 2002 da prefeitura da capital: "Para que se governe Salvador com a aprovação popular, como estão a indicar as pesquisas em relação ao atual alcaide, é preciso que se tenha equilíbrio e moderação. É preciso ter sensibilidade para valorizar os hábitos populares: a conversa com a vizinhança, a freqüência dominical à praia, a ida à Fonte Nova, o gostar das peladas, o cultivo das tradições...". O Sindicontas entende que relatórios dessa natureza em nada contribuem para o avanço da tarefa fiscalizadora das administrações públicas na Bahia.

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Nestor Mendes Jr., jornalista, é autor de "Bahia Esporte Clube da Felicidade - 70 anos de Glórias".

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CAMAROTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR
ABRIRÁ ESPAÇO PARA AÇÕES SOCIAIS NO CARNAVAL

 Mantendo a tradição, a Câmara Municipal vai instalar um camarote, no Campo Grande, no período de carnaval, como ponto de apoio para que os vereadores possam assistir e participar dos desfiles, bem como para receber familiares e convidados especiais. O camarote, em fase final de montagem, terá uma sala especial para os vereadores, um televisor e computadores para utilização pelos próprios vereadores e por jornalistas que farão a cobertura do evento. Este ano, o espaço da Câmara estará localizado entre os camarotes do governo do estado e da Prefeitura Municipal.

Além disso, a Câmara participará ativamente das ações de combate ao turismo sexual, ao abuso contra crianças e adolescentes e para localização de crianças desaparecidas no circuito do carnaval. Segundo o presidente da Câmara, vereador Alan Sanches (PMDB), "é no período de festas de grande apelo popular e com a aglomeração de milhares de pessoas que aumenta bastante o número de desaparecimentos de crianças e os abusos de toda ordem contra os jovens. Por isso, vamos redobrar nossa atenção e participar das campanhas em vigor e das ações dos diversos órgãos públicos  para que não tenhamos problemas e o carnaval 2009 seja uma festa de paz".

Alan Sanches anunciou hoje que, entre outras ações a ser definidas até segunda-feira, determinou que  o espaço da Câmara esteja à disposição do Juizado da Infância e da Juventude, do Ministério Público, da Prefeitura, e, especialmente da população. "No camarote, teremos pessoas habilitadas a receber e encaminhar às autoridades denúncias de exploração sexual e agressão aos menores e desaparecimentos", informa.

 

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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009



Delegado arretado e fora de época

Jolivaldo Freitas

Lembro que o delegado Magalhães, acho que é Paulo e não vou parar para lembrar o prenome do homem, era o símbolo da filosofia do governo Carlista, de "deitar" bandidos. Significava que bandido bom era bandido morto e assim o homem da lei fez carreira e nome. Bastava alguém dizer "lá vem o delegado Magalhães", lá pelas bandas do Rio Vermelho e parte de Amaralina, que a bandidagem caia num silêncio profundo e era capaz até de jejuar.
Mas, a inveja dos colegas com seu sucesso e a força adquirida pelo Ministério Público terminou por extenuar sua capacidade e ele caiu no ostracismo.
Agora, com tantas mortes em Itaparica - coisa que todo mundo vinha dizendo que estava acontecendo há muito tempo - seu nome volta com força. Força de Xerife. Tomara que ele dê um jeito na paradisíaca Ilha de Itaparica, onde nos anos 60 dava até para acampar e eu acampei muitas vezes lá, em plena praia ou na praça, sem ninguém me hostilizar ou roupar a batata doce da lata fumegante. Mas, duvido que ele não venha a ser cercado pelo MP e pelas Ongs. Os tempos são outros.

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Do Blog De Marcos Venâncio

 DISCOS IMPERDÍVEIS

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Encontro de samba com bossa, de homem e mulher

Marcos Venâncio

Discos  			Imperdíveis

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O sucesso da dupla Elis Regina e Jair Rodrigues gerou o programa "O Fino da Bossa", na Record, e deixou três discos marcantes. Dois na bossa número 2 , de 1966, marcou a época com canções como "Upa, neguinho", "Louvação" e "Canto de Ossanha", entre outras. Quem diria que um cantor de samba, como Jair, iria dar certo ao lado da então maior cantora da MPB Elis Regina? E deu. Continua sendo imperdível ouvi-los.

Clique para ouvir Dois na bossa número 2

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Do Blog De Paixão Barbosa

 

POLÍTICA & CIDADANIA

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Dona Dilma faz sua parte

Paixão Barbosa

 


Candidata do peito do presidente Lula à sua sucessão e, cada vez mais, a única e melhor opção do PT, a ministra-chefe da casa Civil Dilma Rousseff incorporou mesmo o espírito e o jeitão de postulante ao Palácio do Planalto. Ela não confessa isto nem sob tortura, mas mostra-se cada vez atenta às preocupação em relação a 2010. Nesta terça-feira, dia 10, ela foi à festa de aniversário do PT, que completou 29 anos, mandou um recado direto favorável à manutenção da aliança entre petistas e peemedebistas e pediu que o PT trabalhe para construir alianças em torno de legendas que "estão no espectro progressista do país". E concordou com a direção do seu partido para que ela viaje mais pelo país, aprofundando os contatos com os partidos e movimentos sociais.


Agora, me digam, isto é ou não é campanha eleitoral, por mais que Lula e Dilma neguem? E adianto que aposto no crescimento dos índices da ministra nas pesquisas de opinião nos próximos meses, justamente por conta desta sua movimentação e da força que Lula vem lhe dando.


Antes que alguém lembre disso, acredito que a repaginada que ela deu no visual, com uma cirurgia plástica básica, seja apenas um dado a mais, que mostra o quanto Dilma está fazendo a sua parte, mas não vai influenciar nas pesquisas. O restante sim.


 

 

 

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Sábado, Fevereiro 07, 2009


 Os afrodescendentes no rede bahia revista

 Jolivaldo Freitas

 Chama a atenção o fato de não chamar a atenção de ninguém; não haver nenhum tipo de abordagem ou mesmo análise sociológica, a nova estética dos programas de televisão, notadamente o jornalismo. Não estou abordando conteúdo, pois isso demandaria mais tempo e espaço, mas limitando o exposto à realidade que vem sendo constatada há alguns meses. O programa Rede Bahia Revista, da TV Bahia, por exemplo, está fazendo história. Interessante é que apesar disso, ainda não capitalizou em termos de impacto, talvez justamente pelo fato de está sendo uma coisa tão natural, que nem mesmo os críticos de sites, jornais e blogs, ou mesmo os RPs da casa se deram conta.

 Pois, pare para pensar que pela primeira vez nas telas baianas três afrodescendentes participam ao mesmo tempo de um programa-chave de uma importante rede de televisão local. Apresentam, debatem e mantêm a liderança no horário. No Rede Bahia Revista estão o conhecido jornalista da área cultural Osmar Martins (Marrom), egresso do jornalismo impresso; a carismática Wanda Chase (que também foi de jornal) e a boa surpresa que é a apresentadora Georgina Mainart. Eles dominam o programa, algo que nunca aconteceu (como diria Lula), na história deste país.

 Basta ver que a Globo sempre aproveitou repórteres afrodescendentes, mas jamais em grupo ou como âncora. Lembro da emoção que foi em novembro de 2002 - eu estava de plantão na TV Bahia - quando entrou no ar (o Jornal Nacional estava fazendo 33 anos de criado) na bancada do JN o jornalista negro Heraldo Pereira. Foi uma revolução dentro dos padrões globais. Heraldo, em entrevista a dezenas de jornais, fez questão de dizer que não queria servir como referência histórica e que sempre esteve preparado como profissional. Mas, o foi, mesmo sem ele querer. Estava apresentando o mais importante programa de jornalismo do país.

 Mas, não lembro de um grupo de afrodescendentes, como ocorre hoje no Rede Bahia Revista, está participando na pole-position de um programa. Lembro, sim, que num evento reunindo jornalistas, no final dos anos 80 do século passado, se chamava a atenção para a ausência de negros nos programa de TVs regionais. O primeiro a apresentar um programa, esportivo, diga-se de passagem, foi saudoso jornalista Cléo Montalvão, na TV Aratu, quando ela ainda retransmitia a TV Globo, nos anos 70 do século passado. Daí em seguida vieram outros espaçadamente, e outras, notadamente na TV-E a na TV Bahia, a exemplo de Ricardo Mendes (hoje professor e atuando no jornalismo impresso), que conseguiu alcançar posição importante dentro do jornalismo televisivo. Ele passou pelo próprio Rede Bahia Revista, tendo sido em seguida repórter do Jornal Nacional (Globo), e editor-chefe do Núcleo de Rede (TV Globo) na TV Bahia.

 É uma situação bastante interessante para esta cidade formada e amalgamada por quase dois milhões de afrodescendentes, quando vemos espaços sendo preenchidos por talentos oriundos deste caldeirão. Ainda mais nos programas jornalísticos das Tvs - e não de mero entretenimento ou de escândalos -, e em posições que podem ser consideradas até mesmo de elite perante a sociedade. E vale dar os parabéns para a TV Bahia. E olha que não se trata de cotas.

 É qualificação profissional e visão gestora diferenciada. 

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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009


Nus e com tudo murcho


Quer o quê? Os gringos estão cheios de razão. Quando alguns portugueses aqui chegaram lá pelos 1530 e alguma coisa, pois foi quando assumiram mesmo esta terra, e se picaram da zona urbana, passaram a viver com os índios e como os índios: de tanga. Queriam ser um deles.
Pois, quando brasileiro vai para Paris, faz questão de se mostrar cidadão do mundo (a não ser aquela galera que vai em grupos bizarros e aí querem quebrar tudo, falam alto e falam comendo), o mesmo quando ocorre em Londres e Nova Iorque. É chegar e se adptar. Até jogador de futebol faz isso.
Pois, os alemãs estiveram aqui, viram o mulherio com fio dental enfiado na bunda. Viram os peitaços quase de fora, cada par de coxa de enlouquecer, o povo mijando na rua, nas paredes ou atrás dos carros, o maior amasso nas festas e acharam que era tudo liberado.
Fizeram certo em trocar de roupa no meio do saguão do aeroporto. Ou a galera que vai às praias não troca de roupa na sua c ara?
Foi hipocrisia dos denunciantes, como o foi dos seguranças do aeroporto e principalmente como o foi do (da) delegado(a) que indiciou o casal. Era fazer de conta que ouviu e mandar embora.
Ainda mais que o casal estava todo murcho.

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Tiraram a roupa e foram presos

 Ontem à tarde, no aeroporto de Salvador, dois turistas alemães queriam trocar de roupa e nem quiseram ter o trabalho de ir a algum dos vários sanitários do local. Eles simplesmente se trocaram ali mesmo, no saguão, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Ou como se aqui fosse o fim do mundo.

 

Na Bahia, ou melhor, em Salvador, pode-se urinar no meio da rua, no meio do bloco, no aperto do carnaval. Mas trocar de roupa em pleno saguão de um aeroporto internacional, a segunda maior porta de entrada de turistas do Brasil, aí já é muita esculhambação na Bahia de todos os santos, a nossa Bahia de migué, onde todo mundo faz o que quer.  

 

Flagrados pelas câmaras de segurança, os dois foram presos, obviamente, e indiciados por ato obsceno. Além disso, deixaram de embarcar para seu país. Um detalhe curioso é que os dois alemães têm mais de 60 anos de idade, veja só que coisa!

Quer ler mais? Quer ver a cena? Então acesse http://marcelotorres.zip.net/
   
Marcelo Torres
Jornalista, cronista, baiano, torcedor do Vitória, mora-trabalha-e-se-diverte-em-Brasília

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Do Blog de Paixão Barbosa

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Preparação de prefeitos

Paixão Barbosa

 
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco teve uma boa iniciativa ao realizar, esta semana, um seminário com os prefeitos daquele Estado, com vistas a orientá-los sobre as melhores práticas de gestão, evitando que suas contas sejam devolvidas posteriormente em razão de erros contábeis. Aém das orientações gerais, os prefeitos aproveitaram a ocasião para se aconselhar a respeito de como poderiam minorar os efeitos da crise econômica global sobre seus municípios.

 


Pelo menos os prefeitos pernambucanos não poderão alegar desconhecimento da legislação ou das boas práticas de gestão. A iniciativa deverá reduzir o número de irregularidades encontradas nas contas públicas mas, com certeza, não eliminará aquelas que são cometidas de propósito, com o objetivo de fraudar a fiscalização. Estas são praticadas pelos que estão no poder para se locupletar e sempre se julgam mais sabidos do que os demais.

 

 

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Do Blog de Aninha Franco

 Um oriki para Iemanjá

 Aninha Franco

Ela perdoa tudo menos a ausência, por isso vá e peça proteção à rainha das águas que vem da casa de Olokum, a que usa um vestido de contas no mercado, a que espera orgulhosamente sentada diante do Rei, a que vive nas profundezas das águas, a que anda em volta da cidade, a que quando insatisfeita derruba pontes, a que é proprietária de um fuzil de cobre, a que é nossa mãe de seios chorosos, Odó Iyá.


Se banhe, vista uma roupa branca e leve um oriki para cantar perto das águas, com o olhar límpido, a emoção transparente, uma fantasia nos olhos, nas mãos, um truque para desembaraçar cabelos, no coração, a promessa de exterminar garrafas pet, óleos, manchas e as vilezas que ameaçam a vida. Entregue o presente e depois se separe da lucidez que a vida é isso, passagem rápida para lugar nenhum em que só vale a pena o que não pesa. Se a alma estiver doída, molhe a cabeça nas águas dela que passa. Ela sabe tudo, sabe que o ser humano foi depravado pelo poder, é ambicioso e traiçoeiro, é pequeno, e que as vítimas e algozes se confundem num jogo sem fim e sem finalidades. Mas se a alma estiver em paz, agradeça. E se estiver apaixonado, agradeça muitas vezes, porque a dádiva da paixão não tem dinheiro que pague.


Não peça coisas inúteis. Dinheiro se pede a banco, à Sorte, ao Destino. Os deuses existem para que nós sejamos melhores diante de coisas que não têm solução como a Morte, a Dor, a Impotência, a Inimizade. Peça para enxergar com clareza e ouvir com precisão, peça sabedoria e humildade que ela atende porque tem de sobra no fundo das águas. Peça a persistência das ondas para sobreviver aos desenganos.


Depois ouça os sons que chegam de todos os lugares e pense no dever dolorosíssimo dos deuses de ouvir os pedidos de cada um dos milhares que estarão lá querendo conforto, carinho e proteção como você, como eu, como todos nós cantando, comendo, bebendo, pagãos como nos foi dado ser. Pense nisso e entenda a solidão em que Eles vivem. Ela aceitará.

 

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Do Blog de Marcos Venâncio

 DISCOS IMPERDÍVEIS

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Encontro de cavaquinho com guitarra havaiana

Marcos Venâncio

Discos  			Imperdíveis

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Dois bicudos não se beijam teve várias versões. O encontro do multiinstrumentista gaúcho Poly com o rei do choro Waldir Azevedo começou em 1962, com um álbum homônimo, mas canções diferentes. É uma versão que pouca gente tem hoje. A apresentada aqui é de 1969, da Musicolor, que reeditou gravações individuais dos dois músicos. Hoje, é um registro da história da música.

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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009


PRESIDENTE DA CÂMARA AGRADECE APOIO

No primeiro dia efetivo de trabalho, depois de ser eleito presidente da Câmara Municipal, o vereador Alan Sanches (PMDB), passou boa parte da manhã, reunido com vereadores de todas as correntes políticas, encaminhando as primeiras ações administrativas, operacionais e políticas que serão implementadas a partir de hoje. O presidente fez questão de reiterar que dará apoio incondicional a todos os vereadores nos projetos que objetivem favorecer Salvador e sua população.

 O presidente também fez questão de agradecer o apoio que recebeu de todos os partidos e fez referência especial ao chamado " Grupo dos 11" formado pelos vereadores que ingressaram na Câmara em 2008:

 "Os vereadores que compõem  o assim denominado Grupo dos 11 merecem todo o meu apreço e consideração porque deram uma demonstração de independência e de amadurecimento político em todo o processo que culminou com minha eleição para a presidência. Enfrentávamos um impasse na Câmara e eles colaboraram bastante  comigo na busca do consenso e de uma solução pacífica e constitucional. Por isso, o grupo dos 11 terá sempre meu apoio, assim como os outros 29 vereadores".

 Comentário:

Como eu escrevi aqui, neste espaço, semana passada, foi um tititi, um disse-me-disse os dias antes da eleição na Câmara. Vereadores contra a escolha de Sanches "emprenharam" os ouvidos dos jornalistas e articulista que deram vazão aos boatos que o candidato (hoje presidente) estaria adotando, antes mesmo de assumir, uma atitude de déspota. Os próprios jornalistas viram o vexame e voltaram atrás nas acusações. É preciso ter discernimento para evitar barrigadas, acusações ou imputações.

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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009


Novo comentário do jornalista Marcus Gusmão sobre o caso cultura...

 

Caros, volto ao assunto Samuel Celestino X Secult, - agora estou a serviço da Ascom Secult, onde trabalho - para divulgar a íntegra da carta enviada ao colunista pelo Diretor de Relações Públicas da Câmara Bahiana do Livro Aurélio Schommer (os grifos em amarelo são meus, para os  trechos mais relevantes e esclarecedores).

Prezado Senhor.

Em primeiro lugar, e em nome da Diretoria da CBaL, Câmara Bahiana do Livro, vetusta entidade representativa de toda a cadeia produtiva do livro em nosso estado, faço desta uma oportunidade de levar ao conhecimento de Vossa Senhoria a elevada estima que temos a seu destacado trabalho como jornalista e incentivador das letras e da cultura da Bahia. Assim, como homem de letras que é, e dos melhores, esperamos que possa compreender nossas razões e o trabalho no qual estamos empenhados.

A nova diretoria da CBaL, eleita em dezembro último, tem como presidente o escritor e professor de literatura Carlos Vilarinho, e como demais membros, entre outros, o autor e editor Antonio Cedraz, nacionalmente premiado cartunista e autor infanto-juvenil, o empresário Severino Martins, da SEG Livros, de notável militância quanto a fazer chegar o livro às mais distantes e humildes localidades do estado, e este que subscreve, roteirista e romancista.

Nossa constatação, quanto à literatura baiana em particular, e à leitura em geral de nossa gente, é de estarmos em um mau momento, para dizer o mínimo, tendo não somente um dos piores índices de leitura do país, como uma participação escassa de nossos autores contemporâneos no cenário nacional e internacional. Em resumo, vai mal a literatura na Bahia, o que não é de hoje, mas vem se agravando nos últimos anos. Os livreiros são em cada vez menor número, concentrados em Salvador ou solitários numa ou outra cidade. Os editores publicando pouco e distribuindo menos, tanto cá como no mercado nacional. Os distribuidores e representantes quase sem ter a quem distribuir. Os escritores, embora produzindo muito, publicando pouco, no mais das vezes sem apoio, sem divulgação, sem muitos leitores, afinal.

Como membro ativo e militante da CBaL já na gestão passada, acompanhei os esforços da Fundação Pedro Calmon, através de seu Diretor Geral, Ubiratan Castro, e da Secretaria de Cultura da Bahia, através do Secretário Márcio Meirelles, no sentido de mudar esta realidade. Primeiramente, através de audiência pública, em 2007, no Palácio Tomé de Souza, e posteriormente em reunião na sede da Secult, em outubro passado (não em dezembro, como relata o ilustre romancista Gilberto Amarante), ocasião em que foram ouvidos representantes de toda a cadeia do livro, dos livreiros e editores aos escritores, e oferecidas, por estes e pelo Secretário, propostas concretas de como atacar o problema. Uma delas implementada já em dezembro último, que constituiu em disponibilizar, através de editais, quase um milhão de reais de recursos públicos para apoio à edição de livros e outras iniciativas na área de literatura. O lançamento solene desta robusta iniciativa do Gov erno da Bahia deu-se, ainda no ano passado, na Academia Baiana de Letras, com apoio e aplauso daquela entidade, da CBaL e de outros militantes da literatura baiana.

A nova diretoria da CBaL desde sua posse teve as portas da Fundação Pedro Calmon e da Secult permanentemente abertas, e encontrou apoio a diversas reivindicações, como o aporte de recursos para feiras de livro e para representar o livro baiano em outros estados. A ambição do Secretário Marcio Meirelles e do Diretor Ubiratan Castro no sentido de promover a literatura, mormente a local, na Bahia, e a produção baiana alhures vai além do que a CBaL sempre esperou, e só agora vê se concretizar, como ficou demonstrado mais uma vez quando fomos recebidos em audiência, no último dia 21, não só pela duas autoridades citadas, como por diversos diretores e gestores públicos da cultura estadual. Temos a convicção de que a Bahia verá renascer em breve sua literatura, que fará jus as nossas tradições nesta área, uma liderança iniciada por Padre António Vieira, defendida por Castro Alves e Jorge Amado, e trazida a nosso tempo por João Ubaldo Ribeiro e Dias Gome s, entre tantos outros. E não será apenas um fenômeno soteropolitano, mas que brotará pujantemente de nosso interior, de tão rica e vasta cultura, como vimos nas muitas inscrições recentes para os editais FPC/Secult.

Reconhecemos o diletante trabalho do romancista Gilberto Amarante à frente de nossa entidade nos dois anos findos há pouco, porém não corresponde à verdade que a Secult no geral, e o Secretário Marcio Meirelles em particular, tenha sido responsável pelas eventuais agruras da CBaL. O "indefiro o pedido", citado pelo missivista em vossa magnífica coluna no Jornal A Tarde de hoje, 29/01/2009, não foi do Secretário Márcio Meirelles, mas da administração do Fundo de Cultura, por ser um pedido de manutenção sabidamente vedado pela legislação em vigor. Nem poderia ser de outra forma, pois se as entidades podem e devem receber apoio público a suas iniciativas, não podem nem devem simplesmente sobreviverem à conta de dotação orçamentária estatal, pois além de imoral do ponto de vista das razões de estado, levaria à acomodação de seus dirigentes. A CBaL quer apoio estatal, sim, mas na exata contrapartida a suas iniciativas de interesse público e de resu ltados auferíveis pelo conjunto de nossa população, tão carente do livro e da leitura, e tão orgulhosa de nosso passado literário, quanto preocupada com nosso futuro literário, que tentamos, em parceria profícua e harmoniosa com as autoridades públicas, fazer brilhante.

Assim, a Diretoria da CBaL não endossa as palavras de seu ex-Presidente e faz um desagravo público ao Senhor Marcio Meirelles, homem sintonizado com a cultura de seu tempo, de notória e bela trajetória artística, cuja escolha pelo Governador Jaques Wagner para comandar a Secult tem se mostrado muito feliz e alvissareira.

A CBaL é apartidária, como não poderia deixar de ser, mas não é apolítica, pois as políticas públicas concernentes ao livro e à literatura nos dizem respeito. Na atual gestão, estas políticas nos parecem profícuas, até porque não é comum uma autoridade pública administrar com portas tão abertas e acolhedoras como têm feito o Secretário Marcio Meirelles e o Diretor Ubiratan Castro.

Sabemos que Vossa Senhoria, zeloso que é em sempre oportunizar o confronto de versões conflitantes, no interesse da verdade, matéria prima do melhor jornalismo, saberá dar o espaço adequado em vossa coluna as nossas considerações.

Atenciosamente

Aurélio Schommer
Diretor de Relações Públicas da Câmara Bahiana do Livro

 

 

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Comentários do jornalista Marcus Gusmão sobre o caso cultura...

 

Caro Joli,
Toda vez que este assunto aparece na minha frente na tela do computador eu me coço para não opinar. Sou jornalista técnico do Estado e atualmente trabalho na assessoria de comunicação da Secult. Portanto, qualquer defesa que eu faça de Márcio vai soar, justamente, como puxa-saquismo. A meu favor só tenho o fato de eu ser funcionário concursado e estabilizado, portanto sem cargo e motivos pecuniários para puxar o saco de quem quer que seja.
A Secult e uma das secretarias por onde passa menos dinheiro e mais fofoca na imprensa. É da natureza da cultura esse disse-me-disse. Talvez numa única obra silenciosa do Estado, como o emissário submarino, circule mais dinheiro do que todo o orçamento em projetos culturais de uma dezena de anos na Cultura, mas a gente tem o hábito de respeitar argumentos de doutor engenheiro e duvidar da arte. Talvez, num longo prazo, isto seja mais benéfico à arte.
Não é de hoje que atiram contra Márcio. Mu itos não merecem crédito, como Samuel Celestino, que tem uma empresa de assessoria de imprensa, portanto afeito a opinião devidamente remunerada. Tampouco Mário Kértesz, de quem admiro a inteligência, o humor e a esculhambação, e que parece esculhambar mais por vaidade e por lealdade aos amigos, como Roberto Pinho e Risério. Mas é visível também a sua mudança de opinião em função departamento comercial da rádio, embora ele negue sempre isso, em tom irritado. Mas você tem o meu crédito. Confio na sua opinião e por isso estou aqui a argumentar.
Talvez a Secult tenha sido a secretaria onde houve mais mudança neste novo governo. Talvez seja a secretaria onde a lógica de ACM tenha sido mais contrariada. E falo lógica de ACM não como crítica e sim como constatação. ACM tinha um profundo conhecimento da cultura baiana. Nesta opinião sou acompanhado por João Ubaldo e Glauber Rocha. E dele vinha o sim ou o não de tudo, absolutamente tudo. E este é um método que não cabe mais. Óbvio.
Recentemente me surpreendi, com a informação de que Jaime Figura, aquele louco perfomático que vive nas ruas numa espécie de burca, era fã de ACM e recebeu uma casa no pelourinho, via Conder. É um exemplo pontual da noção que ACM tinha da importância de figuras como esta para a cultura.
Márcio resolveu abrir o leque, fomentar a cultura via editais. Desmontou o esquema anterior, que tinha lá sua eficiência, mas concentrava recursos. Mas o dinheiro para a cultura é curto. Aí está também a origem da grita.
Tem a dificuldade adicional do monstro da burocracia, e quem já entrou com um processo no Estado sabe do que estou falando. Mas a trancos e barrancos as coisas estão andando e eu sou otimista quanto aos efeitos a médio e longo prazos destas mudanças.
A artilharia contra Márcio é pesada, e parte sim de quem teve interesse contrariado. O fogo e a fumaça desta guerra escondem projetos que de fato m ereciam ser debatidos. Fico apenas em um deles, os Pontos de Cultura, algo absolutamente inédito, gestado por Gil quando ministro, que por sinal enfrentou resistência semelhante no ministério.
Na época Gil quase entra no esparro de aprovar a construção de vários centros de cultura no país, elefantes brancos de um tal portfólio imobiliário das Bases de Apoio à Cultura, que iriam gerar muito lucro pra construtoras e despesa para a burocracia do estado para serem mantidos. Lembra da exoneração de Roberto Pinho? Relembre aqui. http://www.cultura.gov.br/site/2004/02/18/nota-de-esclarecimento-6/ Foi quando surgiu o projeto Pontos de Cultura, idealizado por Célio Turino, para quem cultura é fluxo e não estrutura.
O ovo de Colombo dos pontos de Cultura é justamente não criar nada. Apenas apoiar o que já existe - edital de R$ 180 mil em três anos para organiz ação cultural - e o que existe é grandioso neste pais afora. Fui no final do ano passado a Brasilia, de buzu, com mais de uma centena de artistas e representantes dos novos pontos de cultura da Bahia , à reunião da Teia http://www.iteia.org.br/teia-2008-iguais-na-diferenca/2 no final do ano passado, encontro que reuniu mais de 600 dos cerca de 800 pontos de cultura do país. Era impressionante a diversidade, a vitalidade e a força destes grupos.
Testemunhei o encontro de uma aprendiz de griô de uma cidadezinha da foz do São Francisco com Zé do Pife. Os dois ali, aprendiz e mestre, por horas trocando arte. Ali estava a síntese do projeto. Veja. http://licuri.wordpress.com/2008/11/16/sintese/

Agora em março, os 150 novos pontos de Cultura da Bahia vão se reunir com os cerca de 60 já existentes. Taí uma oportunidade para você e outros jornalistas conhecerem de perto esta nova realidade da cultura na Bahia. Voltarei ao assunto.
Amplexos.

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  O que está acontecendo na cultura baiana?
   O secretário de Cultura Márcio Meirelles está vivendo o seu inferno astral desde que assumiu a função já no início do governo Wagner, pelo que se comenta até hoje, por indicação da belíssima mulher do governador, primeira-dama que não me canso de admirar, chegando a babar, quando vejo suas fotos, lá dela, nos jornais (a Fátima bem que poderia estar hoje dando um colorido maior no BBB9, já pensou?), mas aí é outra história e voltemos ao cerne da questão.
  Não conheço bem o secretário Márcio Meirelles, mas lembro de uma raríssima vez que falei com ele, de forma rápida e não lembro onde - isso bem antes dele se envolver com política partidária e com gestão pública - e me pareceu um cara centrado, educado, sem vaidade. Hoje todo mundo que conheço - e pode acreditar que virou uma unanimidade - que atua na área cultural, diz que ele foi tomado pela síndrome da mosca a zul. Não acredito. Acho que deve ser intriga, inveja, queixume.
  Nunca escrevi a respeito do assunto, por não levar a sério as críticas que ele recebia; por saber que todos aqueles que não estão sendo beneficiados pela Secretaria da Cultura só têm mesmo queixas a fazer. E, durante todo este tempo venho tentando mais observar que imiscuir. Ocorre, entretanto, que aquilo que as pessoas vinham falando, a cada dia encaixa-se como uma peça do mosaico.
  Agora mesmo recebo email enviado por um produtor cultural - diga-se, de passagem, que sempre atuou na esfera privada; nunca recebeu benesses do carlismo, nem do robertismo, sequer do lomantismo, nem do soutismo e muito menos desta administração wagneriana. O que o homem contrariado, relata, da falta de ação da Secretaria de Cultura, é de preocupar todos nós que cuidamos, nem que seja na base da crítica ou sugestão, da cultura baiana.
  O missivista pergunta: "O que será que está acontece ndo entre as paredes dos organismos gestores da cultura baiana?". E ele se mostra bastante preocupado, citando a saída do gestor do Fundo de Cultura, Paulo Henrique de Almeida.  Parece que ele e toda sua equipe foram pressionados, assediados moralmente e postos para correr. O mais preocupante é que o novo gestor passa a ser o chefe de gabinete de Márcio Meirelles, e não é tampão. Chegou para ficar.
  Conversei com um jornalista que já trabalhou com Márcio Meirelles e pedi sua opinião. O homem me disse na lata:
   - To fora! Me inclua fora desta.
  Procurei um artista plástico que me disse que o secretário faz certo quando tenta acabar com as benesses que somente eram conseguidas por um grupinho ligado ao carlismo. Desse grupo eu já tinha ouvido falar. Era sempre o mesmo que conseguia verbas para fazer peças, expor, etc. Pelo que me diziam até mesmo o Fazcultura funcionava na base de cartas marcadas. O mesmo artista plástico salientou que o erro do secretário é que tirou um e botou outro. "Ou seja: continua-se a mamar nas tetas, mas com renovação carismática", riu o expressionista.
  Acho que o secretário para sair do seu inferno astral - e eu continuo acreditando que ele está mesmo querendo fazer o bem, sendo um paladino da justiça e que devem estar colocando cascas de banana em seu caminho - deveria vir a público explicar a mudança drástica no Fundo de Cultura e em tantos outros órgãos que vêm sendo abalados gradualmente. Dizer qual o objetivo final das ações de retaliação, banho-maria, geladeira, esquecimento, limbo ou degolas.
  O secretário está ficando cada vez mais só. Foi sintomático, durante a festa da posse do poeta e dramaturgo Antonio Lins, na presidência da Fundação Gregório de Mattos, na semana retrasada, no Centro Cultural da Câmara dos Vereadores, quando ele chegou e ninguém, nenhum intelectual ou artista deu bola. Não teve direito a falar. Entr ou mudo e saiu calado. Não recebeu nem um tapinha nas costas. Parecia que estava com lepra. Mas, confio que o secretário deve ter um objetivo em prol da cultura baiana. Não é possível que não tenha ou que queira só tomar e dominar os espaços, como garantem seus detratores.
  Tanto que acabo de deletar os emelhos acusatórios. Só quero ver.

   Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista

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Domingo, Fevereiro 01, 2009


Do Blog Forquilha

Desagravo à jornalista Cintia Kelly


POR VANDA AMORIM

Tenho confabulado no forquilha sobre a ética profissional e sobre a necessidade de termos o nosso conselho profissional. Este, não apenas para que sejamos fiscalizados no cumprimento das nossas atividades, mas também para que tenhamos um instituto a nos defender da sanha de políticos que, protegidos pela imunidade parlamentar, se acham no direito de agredir, de denegrir quem quer que seja do alto da tribuna do Plenário.
Hoje venho em defesa da colega jornalista Cíntia Kelly, que cobre a Assembléia Legislativa e que, no último dia 22, foi vítima da raiva do deputado Gaban. Só o faço hoje porque não tive conhecimento antes. mas estranho que o Sinjorba e a ABI não tenham se manifestado em nota de repúdio ao parlamentar ou de desagravo à jornalista, profissional por formaç ão como eu.
Procurei no site da Assembléia Legislativa a íntegra do discurso feroz de Gaban que atinge Cíntia Kelly, colocando-a como mentirosa e sua inimiga pessoal, segundo relatado pelo blog Política Livre, do jornalista Raul Fonseca . Nada consta ali. Os discursos só estão postados até o dia 12 de janeiro, apesar de já estarmos no dia 30.
É gritante o desrespeito à jornalista, que esclareceu à situação ao Política Livre e que transmito aqui:

" Qui 22 Jan 2009
Repórter se diz espantada com discurso em que deputado a chamou de "inimiga"
Em email a este site, a jornalista Cíntia Kelly, do Correio da Bahia, disse ter ficado espantada "com a irritação e a falta de decoro e de respeito aos profissionais de imp rensa que atuam" na Assembléia Legislativa, exibidos hoje pelo deputado estadual Carlos Gaban, durante discurso em que protestou contra matéria assinada por ela no jornal que o apontava com um dos virtuais candidatos nas eleições para a mesa diretora da Casa. "Em nenhum momento a matéria sob o título "PMDB lança candidatura avulsa para Mesa Diretora" denigre o deputado ou informa qualquer inverdade, como foi afirmado pelo mesmo. O nome do deputado foi citado pelo líder do seu partido na Assembléia, Heraldo Rocha (DEM), em entrevista concedida ao jornal. Causa ainda estranheza o fato de o deputado chamar-me de sua "inimiga pessoal", já que não tenho e nunca tive qualquer relação mais próxima com tal parlamentar", disse Cíntia, observando que, diante do fato, só "tem a lamentar tal postura e afirmar que discursos como este não amedrontam o trabalho dos profissionais de imprensa que buscam levar a informação à população".

Não é correto usar os profissionais de imprensa como saco de pancada. Mesmo que ele, Gaban, não tenha dito a Cíntia Kelly que era provável candidato à Mesa, um outro parlamentar, líder do seu partido, o disse. Espero, sinceramente, que a jornalista tenha gravado a sua entrevista. Sim, porque é uma temeridade dar cobertura a uma Casa como a Assembléia, onde as opiniões mudam de acordo com o interesse político, sem que se faça uso de gravador. Senão, parodiando o ditado, ouviu, não gravou, o pau comeu.
Que Cíntia não se intimide e tenha a coragem de olhar a Assembléia com olhos de ver, levando pautas quentes sobre este nosso parlamento.

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